Ver-se como empreendedor ou empreendedora é um processo. E o despertar dessa identidade demora a chegar sobretudo para mulheres que acreditam estar apenas “se virando” para gerar renda – enquanto, quase sem saber, já gerenciam um negócio próprio.
“A frase que a gente mais escuta e que funciona como um indicador do nosso impacto é: ‘eu era empreendedor(a) e não sabia’”, diz Lina Maria Useche, 41, cofundadora e diretora executiva da Aliança Empreendedora.
Foi para impulsionar esse público que Lina e um grupo de amigos criaram a ONG, em Curitiba, no ano de 2005. O trabalho da organização consiste em ações para fomentar a geração de renda e a inclusão produtiva, bem como influenciar políticas públicas a favor de microempreendedores da base da pirâmide.
Em 21 anos, a Aliança Empreendedora apoiou mais de 300 mil pessoas. E sua meta, até 2030, é ousada: chegar a um milhão de microempreendedores alcançados pelas ações da organização.