Depois de o Senado derrubar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, a pergunta é: o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), grande derrotado na história, vai fazer? Entenda a rejeição de Messias e saiba o que acontece agora Em outra derrota —já esperada— para o governo Lula, o Congresso derrubou o veto do presidente ao projeto de lei da dosimetria, que reduz a pena dos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Josias de Souza, as duas votações são duas "pauladas" no presidente Lula e também ajudam a autoblindar os parlamentares principalmente os encalacrados no caso do banco Master. De quem é a culpa pela derrota de Messias? O colunista Ricardo Kotscho afirma que Lula não tem ninguém a culpar, a não ser a ele próprio, por esta derrota na indicação de Messias. O jornalista afirma que Lula certamente não se informou o suficiente sobre Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e inimigo de primeira hora da indicação, a quem alguns chamam de "o ACM do Amapá". E Thais Bilenky mapeia as traições de última hora que tiraram a indicação de Messias. Segundo ela, com a derrota do governo começa um novo capítulo, não apenas da relação entre os presidentes dos Poderes, mas do terceiro mandato de Lula. Já a colunista Daniela Lima afirma que Lula não deve tomar nenhuma decisão "de afogadilho" depois do revés. Segundo ela, o presidente "tem uma caixa de ferramentas à mão" para reagir —e também uma eleição para disputar. Daniela também apurou que Lula não vai abrir mão de indicar um novo nome à vaga aberta pela sáida do ministro Luis Roberto Barroso. André Santana, por sua vez, afirma que Lula pode "dobrar a aposta" conta o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e finalmente indicar uma mulher negra ao STF, como pediram insistentemente os movimentos negro e feminista. Para Milly Lacombe, Lula deveria aproveitar a situação criada pelo Senado e radicalizar, em vez de partir para a conciliação como costuma fazer. Para Josias de Souza, ao derrubar Messias, o Senado mostra que já trata Lula como ex-presidente, e Alcolumbre não vê nele o "aroma de poder", e tampouco perspectiva de vitória na eleição vindoura. E Adriana Fernandes, colunista da Folha de S.Paulo, afirma que a rejeição de Messias simboliza a vitória da "baixa política". Finalmente, Marcos Augusto Gonçalves, também da Folha, afirma que o "7 a 1" levado por Lula no Senado aumenta a chance de o presidente deixar de concorrer à reeleição, abrindo caminho para o ex-ministro Fernando Haddad (PT) ou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), conforme já foi especulado. Josias de Souza: Alcolumbre e centrão soldam elo anti-Lula e a favor da blindagem Josias de Souza: Ao rejeitar Messias, o Senado trata Lula como ex-presidente Josias de Souza: Alcolumbre já não sente em Lula o aroma de poder que o excitava Ricardo Kotscho: Na rejeição a Messias pelo Senado, Lula derrotou Lula Ricardo Kotscho: Queda de veto era esperada; 'não' a Messias é pior derrota de Lula Thais Bilenky: Onda de traições na reta final afogou Messias no Senado Daniela Lima: 'Governo não ameaça; faz', diz aliado de Lula após derrota de Messias Daniela Lima: Lula não abre mão de refazer indicação de nome ao STF André Santana: Lula tem oportunidade de dobrar aposta e indicar uma mulher negra ao STF Leonardo Sakamoto: Derrota pode levar Lula a, finalmente, indicar uma mulher negra ao STF Milly Lacombe: Senado convida Lula a radicalizar, e Lula faria bem se aceitasse Adriana Fernandes: Rejeição de Messias é vitória da baixa política Marcos Augusto Gonçalves: Com 7x1 no Senado, aumenta a chance de Lula deixar de concorrer Alexandre Borges: Para o Centrão, começou o governo Flávio Bolsonaro |