Bom dia!
O petróleo começa a quinta-feira em alta, firmando posição acima dos US$ 100 por barril, após investidores entenderem que há uma diferença significativa entre o cessar-fogo acordado entre EUA e Irã e o fluxo do óleo pelo Estreito de Ormuz. Na véspera, Teerã voltou a atacar navios que cruzavam a passagem em forma de retaliação ao bloqueio americano aos portos iranianos.
Enquanto isso, investidores fazem malabarismos para justificar os recordes registrados em Nova York, como se o desempenho das companhias americanas pudesse ser completamente descolado de um eventual choque inflacionário causado pela falta de combustíveis mundo afora.
Um desses malabarismos estava ligado às big techs, cujas ações voltaram a subir ante apostas de que investimentos em inteligência artificial poderão se sustentar mais à frente. Mas a divulgação de resultados da Tesla, no fechamento do mercado na quarta-feira, azedou um pouco essa aposta.
A montadora de Elon Musk lucrou U$ 477 milhões no primeiro trimestre do ano, 17% acima do resultado do ano anterior, enquanto a receita avançou 16%. São números abaixo dos bilhões em lucro registrados em 2022.
Acontece que as vendas de veículos da montadora estão desacelerando frente a maior concorrência chinesa e falta de novos lançamentos, isso enquanto Musk aposta em robôs-humanoides, uma representação física de seus sonhos de IA, e carros autônomos. E é aí que reside a queda de mais de 3% das ações da Tesla no pré-mercado.
O acompanhamento do assunto IA segue nesta quinta com a divulgação dos resultados da Intel, em Nova York. A agenda econômica é fraca.
Os futuros americanos também recuam nesta manhã, em uma realização de lucros após os recordes. A tendência se repete na Europa. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também cai, fortalecendo a tendência de queda do Ibovespa. Bons negócios.