Bom dia!
Os futuros das bolsas americanas começam a quinta-feira em alta, preparando os mercados para novos recordes em Wall Street. Trata-se de uma nova tentativa de voltar à normalidade, retirando a guerra do Oriente Médio do centro da tomada de decisões. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, vai na contramão e tem leve tendência de queda.
Na madrugada, a China divulgou que o PIB do país cresceu 5%, na taxa anualizada, acima da expectativa de 4,8%. Pequim anunciou ainda que a produção industrial do país avançou 5,7% em março, superando com folga as previsões de 5,3%, enquanto as vendas do varejo tiveram crescimento de 1,7%, abaixo dos 2,4% esperados por economistas.
Faz tempo que investidores monitoram a desaceleração no consumo chinês, que tem implicações para o mundo todo, dado o tamanho do mercado. Ainda assim, a economia asiática mostra resiliência, o que é positivo para a atividade econômica global.
No Ocidente, os Estados Unidos divulgam a produção industrial de março e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, também sob um prisma mais positivo, de que a economia do país está em melhor forma do que antecipado. Haverá ainda a publicação dos resultados financeiros da PepsiCo e da Netflix.
No Brasil, o destaque é o IBC-BR, o indicador de atividade econômica do Banco Central, referente a fevereiro, sob a expectativa de desaceleração ante os efeitos da Selic elevada.
Ainda que investidores estejam tentando superar a guerra, é impossível analisar os indicadores acima sem levar o conflito em consideração. Nem que seja para reconhecer que os dados ainda não refletem o estrago dos ataques sobre a economia dos países.
Talvez o melhor exemplo venha da inflação na Zona do Euro. No bloco, o índice subiu 2,6% em março, na taxa anual, o maior patamar desde julho de 2024. É uma aceleração importante em comparação com fevereiro, quando os preços giravam a 1,9%, na meta do Banco Central Europeu. Um indício de que esquecer a guerra, que ainda não terminou, talvez seja um movimento arriscado. Sem o fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados, o que afetará a economia global de uma maneira ainda não vista nos indicadores disponíveis. Bons negócios.