A votação das propostas da redução da jornada de trabalho na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara foi adiada nesta quarta-feira (15) por um pedido de vista de um deputado oposicionista. O tema deve ser retomado na última semana de abril.
A proposta de acabar com a jornada 6x1 é considerada uma das peças de resistência da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve tentar a reeleição. Pesquisa Datafolha de março indica que 71% da população apoia a medida.
Esquerda e patronato divergem sobre os possíveis efeitos econômicos da mudança. Para o governo e aliados, ela é uma consequência da evolução tecnológica e não impacta as empresas; já os patrões alardeiam que haverá prejuízo e desemprego.
O que muda com o fim da escala 6x1? O que está em jogo?
O colunista Leonardo Sakamoto cita pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) que diz que 62% das pequenas empresas não consideram que a medida vá ter impacto negativo.
Já José Fucs critica a medida, que considera "a expressão mais recente da política intervencionista" adotada pelo governo na área trabalhista.
Para a colunista Letícia Casado, a 6x1 não resolve os problemas eleitorais de Lula, mas é uma carta importante para a eleição.
E Daniela Lima ressalta que a oposição está num dilema, pois o fim da 6x1 contraria interesses patronais, mas é um tema de forte apelo eleitoral, principalmente para as mulheres, que em sua maioria enfrentam a dupla jornada.
Leonardo Sakamoto: Fim da 6x1: 62% dos pequenos negócios não veem impacto negativo, diz Sebrae
José Fucs: O fim da escala 6x1 e a contrarreforma trabalhista promovida por Lula
Letícia Casado: 6x1 não resolve problemas do governo Lula, mas é carta para a eleição
Daniela Lima: Oposição tenta ganhar tempo, mas é complexo derrubar 6x1