Bom dia!
Os mercados financeiros operam perto da estabilidade nesta quarta-feira, mas com viés de queda, isso após as bolsas terem decretado (mais uma vez) o fim da guerra no Oriente Médio. Muito além do Ibovespa, que segue renovando máximas históricas, o S&P 500 zerou perdas do ano e acumula valorização de 9% em abril. Além disso, o mais importante índice de ações do mundo está apenas 0,2% abaixo de sua máxima histórica.
A recuperação das ações ignora o alerta de economistas de que os efeitos do estrangulamento de petróleo ainda vão ser sentidos pela economia global. Um dos motivos é que, mesmo que a guerra acabe, os navios petroleiros se movem lentamente pelos oceanos, o que prejudica o abastecimento. Isso sem considerar as instalações que foram destruídas no conflito. E esse é, claro, o cenário otimista.
Na pauta do dia, o destaque nos EUA é a divulgação do Livro Bege, em que dirigentes do Fed atualizam a avaliação sobre as condições da economia americana. Nada que seja capaz de mudar as apostas do mercado financeiro para os juros nos EUA. Com a guerra no Irã, as apostas colhidas pela ferramenta Fed Watch indicam que o Fed não terá espaço para novos cortes de juros por lá.
No Brasil, o destaque é a divulgação da pesquisa mensal de varejo de fevereiro. O dado mostra a solidez do consumo das famílias em um momento em que as atenções se voltam ao aumento do endividamento da população. Com menor foco do mercado financeiro, há ainda a possibilidade de a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votar a PEC da escala 6x1. Na terça, o governo enviou uma proposta alternativa sobre o tema para o Congresso. Bons negócios.
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