Um novo relatório, produzido pela agência Design, Bridge and Partners, estudou o que tem movido a comunicação das marcas de bebidas alcoólicas na América Latina.
Apesar de não ser um ranking, o estudo "Luxo, Copa e Carnaval: O que move as marcas de bebidas em 2026" destaca a Heineken isolada na liderança das mudanças, a partir de um forte reconhecimento e força de marca junto à Gen Z. Marcas históricas e populares, como Skol e Brahma, apesar da alta familiaridade, apresentam menor força de marca junto a esta geração.
Tanqueray, da Diageo, assim como outras marcas de destilados, mostra uma força expressiva no movimento emergente de adoção de "novas bebidas", em desafio ao domínio das cervejas.
Em 2026, o prazer continua central no consumo de bebidas alcoólicas, mas o excesso perdeu status. Em seu lugar, cresce uma nova lógica de consumo em que moderação, autocontrole e leveza aparecem como formas mais desejáveis de "participar da experiência".
O estudo mapeia ainda outras três forças que estão redesenhando a categoria, que envolvem a relevância do legado, a utilização de um sotaque local na comunicação e a criação de novas categorias, como os drinques prontos.
Dentro disso, a Copa do Mundo aparece como "vitrine e aceleradora". O calendário cria um cenário para o consumo coletivo em bares, restaurantes e eventos. Marcas do setor já se preparam para o aumento de demanda, com projeções de crescimento que chegam a 115% em comparação com a edição anterior do torneio.
O relatório analisou as marcas a partir de dados de consumo (o BAV, ou Brand Asset Valuator, um banco de dados global com mais de 60 mil marcas analisadas em 52 mercados, ao longo de mais de 30 anos), mapeamento de tendências, escuta das redes sociais e um modelo preditivo proprietário, chamado Brand Momentum Index (BMI).