| RECURSO | | Em Chapecó, a "capital dos matadouros" do Brasil, trabalhadores sob pressão: "As empresas querem que sejamos robôs". | Para atender à demanda por carne, que deverá aumentar em virtude do acordo UE-Mercosul, os matadouros recrutam trabalhadores entre as populações indígenas e imigrantes. Os funcionários relatam condições de trabalho precárias, incluindo ritmo extenuante, temperaturas baixas e máquinas defeituosas. | | Em Chapecó, uma cidade de concreto com pouco menos de 300 mil habitantes, localizada no sul do estado de Santa Catarina, no Brasil, não faltam oportunidades de trabalho. Nas paredes de prédios e pontes, outdoors publicitários convidam as pessoas a se juntarem às fábricas das gigantes do agronegócio MBRF, Aurora, JBS e Ecofrigo. Com 588 mil toneladas de carne produzidas em 2025 – representando 2% da produção total de carne bovina, 7,3% da produção de carne suína e 54,4% da produção de peru do país – Chapecó, apelidada de "capital dos frigoríficos", se consolidou como um dos principais polos de produção de carne do mundo. | | Por Anne-Dominique Correa | | Leia mais |
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