02 maio, 2026

Em Chapecó, a "capital dos matadouros" do Brasil, trabalhadores sob pressão: "As empresas querem que sejamos robôs".| Le Monde

 

Uma unidade de processamento de carne da JBS em Lapa, Brasil, em 21 de março de 2017.
ERALDO PERES/AP
Em Chapecó, a "capital dos matadouros" do Brasil, trabalhadores sob pressão: "As empresas querem que sejamos robôs".
 Para atender à demanda por carne, que deverá aumentar em virtude do acordo UE-Mercosul, os matadouros recrutam trabalhadores entre as populações indígenas e imigrantes. Os funcionários relatam condições de trabalho precárias, incluindo ritmo extenuante, temperaturas baixas e máquinas defeituosas.
Em Chapecó, uma cidade de concreto com pouco menos de 300 mil habitantes, localizada no sul do estado de Santa Catarina, no Brasil, não faltam oportunidades de trabalho. Nas paredes de prédios e pontes, outdoors publicitários convidam as pessoas a se juntarem às fábricas das gigantes do agronegócio MBRF, Aurora, JBS e Ecofrigo. Com 588 mil toneladas de carne produzidas em 2025 – representando 2% da produção total de carne bovina, 7,3% da produção de carne suína e 54,4% da produção de peru do país – Chapecó, apelidada de "capital dos frigoríficos", se consolidou como um dos principais polos de produção de carne do mundo.
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