01 maio, 2026

Agência Patrícia Galvão

 


30 de abril de 2026

 

A violência de gênero, direta ou indiretamente experimentada, afeta a forma como as mulheres percebem a si mesmas e o mundo, aponta especialista
[Agência Patrícia Galvão] A ampla circulação de casos sobre violência contra a mulher nas redes sociais e na mídia faz com que mesmo aquelas que não vivenciam diretamente essas situações sejam afetadas. Isso porque, ao acompanhar essas narrativas de forma recorrente, muitas mulheres passam a experimentar maior sensação de insegurança, além de impactos na saúde mental e na forma como percebem a si mesmas e o mundo ao seu redor. Para a psicóloga Arielle Sagrillo, mestre e doutora em psicologia, esse contato contínuo com a violência de gênero não é neutra, e mesmo quando a violência não é vivida diretamente, seus efeitos são concretos. A percepção de risco e insegurança passa a orientar escolhas cotidianas, levando muitas mulheres a reorganizarem suas rotinas em função da autoproteção. Foto: Freepik. Mais »

Desigualdade salarial: mulheres ganham 21,3% menos que homens, mesmo com alta do emprego 
[g1As mulheres recebem, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado do país, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A série histórica mostra que a desigualdade vem aumentando. No primeiro relatório, divulgado em março de 2024, a diferença salarial era de 19,4%. No segundo, em setembro, subiu para 20,7%. Em abril de 2025, chegou a 20,9% e, em novembro, a 21,2%. Agora, alcança 21,3%. Em relação ao salário de admissão, as mulheres passaram a receber, em média, 14,3% menos que os homens em 2025, ante 13,7% em 2023. Na remuneração geral, elas ganham R$ 3.965,94 por mês, enquanto os homens recebem R$ 5.039,68. Mais »

[Folha de S. PauloOs dados são da pesquisa “Imaginário de Poder das Mulheres Brasileiras”, realizada pelo Estúdio Clarice. Quando o assunto é igualdade, 68% dos homens dizem acreditar que há as mesmas oportunidades, independentemente do gênero. Apenas 53% das mulheres responderam o mesmo. Além disso,  34% deles e 21% delas acham que o lugar da mulher já é reconhecido. A pesquisa mostrou também que uma das barreiras que a mulher enfrenta é a falta de confiança. Quase 30% delas dizem que o que mais traz a sensação de impotência é duvidar da própria capacidade. Segundo o levantamento, 1 em cada 3 mulheres afirma que é preciso mudar o seu tom de voz para ser levada a sério e esconder a personalidade para se encaixar em um ambiente. Mais »

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Agenda
f605397920ddfc798626.jpgInscrições abertas para o Festival Mulheres em Lutas 2026 
Estão abertas as inscrições para o Festival MEL 2026, iniciativa do movimento MEL – Mulheres em Lutas, idealizada pelo Instituto E Se Fosse Você?, que propõe um espaço de encontro, formação e articulação política entre mulheres de diferentes territórios e áreas de atuação. O festival acontece entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, em São Paulo, na Nave Coletiva (R. José Bento, 106), reunindo debates, vivências e atividades culturais que articulam temas centrais como o enfrentamento às violências, a participação política das mulheres, a justiça de gênero e raça, a economia, o cuidado e a emergência climática. O festival é voltado a mulheres interessadas em fortalecer sua atuação política e social, além de construir redes de apoio e ação coletiva em defesa de direitos. Inscreva-se! Mais »

Violência contra as Mulheres em Dados  

                                               
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95% das mulheres cearenses temem sofrer violência e a impunidade dos agressores é o fator que mais contribui para a insegurança 
A pesquisa “Mulher Coragem, os medos e demandas das mulheres cearenses por segurança” faz parte do Projeto Elas, do Diário do Nordeste, realizado em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e executado pela Ipsos-Ipec, com o apoio da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). O levantamento aconteceu entre os dias 1 e 14 de outubro de 2025, quando foram realizadas – de forma presencial – 2.032 entrevistas no total, distribuídas em 77 municípios, com mulheres de 16 anos ou mais que vivem no estado do Ceará. A amostra foi elaborada com base em dados do Censo 2022, PNADC 2023, com controle de cotas pelas variáveis idade, grau de instrução, raça/cor e ramo de atividade. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Mais »

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