Os governos de EUA e Irã rejeitaram nesta segunda-feira (6) uma proposta para um cessar-fogo de 45 dias na guerra do Oriente Médio. A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump "não validou o acordo", e Teerã afirmou que não aceita uma "trégua temporária", mas apenas o "fim permanente da guerra". Trump voltou a fazer ameaças de destruir o país inimigo, em "uma noite", o Irã disse ter "surpresas", e os mercados voltaram a ficar tensos diante da possibilidade de o conflito continuar e mesmo se acirrar. Diante das idas e vindas retóricas de Trump ao falar da guerra, a colunista Mariana Sanches foi conferir "9 lições de negociação" publicadas pelo republicano em livro há 9 anos e que ele estaria ignorando na guerra com o Irã. Diz Mariana: "Se folheasse o próprio livro publicado em 1987, Trump veria ali: 'Você não consegue enganar as pessoas, pelo menos não por muito tempo'". E Mauro Zafalon, da Folha de S.Paulo, mostra como a guerra bate na população: elevando o preço dos alimentos. No Brasil, relata, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) aponta alta nos principais alimentos básicos em março. Nas margens do conflito, Nelson de Sá entrevista um consultor do governo chinês para saber, neste contexto de pressão diplomática americana sobre nosso país, o que a China quer do Brasil e da América Latina nos próximos cinco anos. Mariana Sanches: As 9 lições de Trump de 40 anos atrás que ele ignorou na guerra no Irã Mauro Zafalon: FAO diz que conflito eleva preços internacionais dos alimentos Nelson de Sá: O que a China quer do Brasil e da América Latina nos próximos cinco anos Luiz Felipe Pondé: Irã dos aiatolás é um país agressivo que interfere nos Estados à sua volta |