Está marcada para hoje, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a votação da proposta de emenda à Constituição que propõe o fim da escala de trabalho no regime 6x1. O texto já teve parecer favorável do relator, deputado Paulo Azi, mas a votação sobre a constitucionalidade da medida e aceitação da proposta foi adiada por um pedido de vista. Para avançar na CCJ, a PEC exige maioria simples, com quórum mínimo de 34 deputados. Se for aprovado, o texto segue para a análise em uma comissão especial que será criada só para debater o tema. O presidente da Câmara, Hugo Motta, acelerou a tramitação da PEC depois que o Executivo enviou ao parlamento um Projeto de Lei próprio sobre o mesmo tema. A redução da jornada laboral prevista hoje na Consolidação das Leis Trabalhistas ganhou força política e se tornou uma forte bandeira de campanha às eleições de outubro. STF inicia análise da prisão de ex-diretor do BRB. Começa hoje na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento que vai decidir sobre a manutenção da decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. A votação ocorrerá em sessão virtual e ficará aberta até as 23h59 da próxima sexta-feira. Além de Mendonça, a Segunda Turma é integrada pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Costa foi preso por suspeita de fraude ao favorecer o Banco Master em aumento de capital do BRB, captando R$ 290 milhões de fundos ligados ao bando de Daniel Vorcaro. A PF investiga também se ele aceitou imóveis no valor de R$ 146 milhões em propinas de Vorcaro. Horas antes do fim do prazo, Trump prorroga trégua com Irã. O presidente dos Estados Unidos anunciou ontem que vai prorrogar o cessar-fogo com o Irã, previsto para expirar às 3h30 desta quarta-feira em Teerã (21h de Brasília). Em publicação em sua rede social, Trump não estabeleceu um novo prazo, e disse que a trégua será estendida até que o Irã apresente uma proposta e as negociações com o país sejam concluídas. A decisão foi um pedido do governo no Paquistão. O norte-americano, no entanto, declarou que os EUA irão manter o bloqueio marítimo no estreito de Hormuz. A segunda rodada de negociações entre os dois lados que seria realizada em Islamabad, no Paquistão, não avançou porque autoridades iranianas informaram que não participariam da reunião e o vice-presidente americano, J. D. Vance, também postergou sua viagem. Segundo o governo iraniano, participar das reuniões é uma "perda de tempo'. Leia mais. EUA decidem expulsar policial brasileiro e Lula fala em adotar reciprocidade. O presidente Lula disse ontem que o governo pode tomar medidas contra policiais americanos no Brasil se ficar comprovado algum tipo de abuso contra Marcelo Ivo, adido da Polícia Federal em Miami alvo das autoridades americanas. O policial teve participação no caso que levou à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem pelo ICE, na semana passada. Ramagem, que é foragido da Justiça brasileira, foi solto dois dias depois. "Se houve um abuso das autoridades americanas com nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil", disse o presidente. Na segunda-feira, o governo Trump afirmou que um funcionário brasileiro teria atuado para manipular o sistema de imigração e "contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território" americano. Ivo retornaria ontem ao Brasil. Segundo a colunista do UOL Mariana Sanches, após a declaração de Lula, o Itamaraty se reuniu com a representante diplomática dos EUA no Brasil para tratar do caso. Lula propõe Portugal como porta de entrada para empresas brasileiras. Em uma declaração conjunta com o premiê português Luís Montenegro, durante uma visita rápida ontem a Lisboa, o presidente defendeu o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e disse que Portugal poderia ser "a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros". Lula citou o exemplo da indústria aeronáutica para ilustrar como isso funcionaria na prática. "A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está ajudando a construir coisas em Portugal, empregando mão de obra altamente qualificada", afirmou. O presidente disse que outras companhias brasileiras poderiam seguir o mesmo modelo, e que faria força junto aos seus ministros da área econômica para incentivar isso. |