O mês de Abril tem dois dias da mentira.
O primeiro, em 1º de Abril, é o aniversário do golpe militar de 1964 — o início de uma ditadura que matou, torturou, censurou e saqueou o país em nome de uma “salvação” contra o comunismo. Uma farsa que, ainda hoje, é reeditada por militares que se recusam a prestar contas à democracia.
O segundo é 22 de Abril. O chamado “Dia do Descobrimento” — quando os portugueses chegaram a uma terra cheia de gente, mas chamaram de “descobrimento” para justificar o extermínio, a escravidão e o saque.
Séculos de diferença, mesma lógica: violência, apagamento da verdade e concentração de poder.
É contra esse ciclo que o Intercept Brasil luta. E não é coincidência que a gente esteja na mira de políticos, empresários e até de militares.
Nossa cobertura incomoda — da CPI das Bets aos contratos secretos com big techs, passando pelos esquemas de lobby no Congresso, sempre expondo os novos colonizadores.
Sim, porque o que são as Bets, senão um novo colonialismo? Elas retiram R$ 1 bilhão por mês do Brasil, e deixam por aqui famílias endividadas, destruídas.
E eu sei o que você está sentindo agora: cansaço. São 500 anos de resistência contra o mesmo processo. Quem não se cansa?
Eles. Eles não cansam. Quem lucra com esse ciclo não pausa, não para, não recua.
E é por isso que a gente também não pode parar.
A campanha de Abril do Intercept é decisiva. Precisamos garantir o orçamento dos próximos meses para manter vivas investigações sobre militares, igrejas, milícias, apostas ilegais e muito mais.
Eles não vão parar. E, enquanto pudermos, o Intercept também não. Doe agora e fortaleça o jornalismo que enfrenta os poderosos s. →