Gravidez não planejada atinge 65,7% das mulheres em SP e é maior entre pretas, pardas e com menos estudo, diz pesquisa [Brasil de Fato] Mais de seis em cada dez mulheres grávidas no estado de São Paulo afirmaram estar passando por uma gestação não planejada. A taxa, de 65,7%, supera a média histórica nacional – que varia entre 52% e 55% – e revela um quadro alarmante de violações ao direito ao planejamento reprodutivo. Os dados são de um estudo conduzido por Negli Gallardo, sociólogo e doutorando da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O pesquisador entrevistou 534 mulheres grávidas, com idades entre 18 e 49 anos, em diferentes regiões do estado. O questionário foi aplicado online e presencialmente. Segundo ele, as gestações não planejadas foram mais frequentes entre mulheres pretas e pardas (74%), com menos escolaridade (77%), que não estavam casadas (85%) e com mais filhos. Também foram maioria entre as mais jovens. Foto: Freepik. Mais » |
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Apesar de evitáveis, mortes maternas por hipertensão persistem no país [Agência Brasil] As mortes maternas por hipertensão persistem no Brasil, apesar de serem totalmente preveníveis. É o que mostra estudo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que analisou dados de 2012 a 2023 e reforçou que o problema tem grande relação com a desigualdade. No período investigado, a taxa média de óbitos entre mulheres indígenas superou em mais de duas vezes a de mulheres brancas. Já a das mulheres pretas foi quase três vezes maior que a das brancas. Durante o período de 11 anos, quase 21 mil mulheres morreram durante a gravidez, parto ou puerpério. Em cerca de 18% dos casos ─ 3.721 mortes ─ as causas foram complicações da hipertensão. Isso significa que a taxa de mortes maternas geral do Brasil foi de 61,8 a cada 100 mil nascimentos, abaixo do limite de 70 preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas bastante acima dos índices de países desenvolvidos, que costumam variar de 2 a 5 mortes para cada 100 mil nascimentos. Mais » |
| [ONU News] As mudanças climáticas podem ser responsáveis por um em cada dez casos de violência de gênero entre parceiros íntimos até o final do século. Esse é o alerta de um novo relatório da Iniciativa Spotlight das Nações Unidas, que aponta que a crise do clima está intensificando fatores sociais e econômicos que alimentam o crescimento da violência contra mulheres e meninas. Segundo o estudo, a cada aumento de 1°C na temperatura global, há um acréscimo de 4,7% nos casos de violência entre parceiros íntimos. Em um cenário de aquecimento de 2°C, estima-se que 40 milhões de mulheres e meninas adicionais passem a sofrer esse tipo de violência a cada ano até 2090. Em um cenário de 3,5°C, esse número mais do que dobra. O relatório identifica que eventos climáticos extremos, deslocamentos, insegurança alimentar e instabilidade econômica aumentam a prevalência e a gravidade da violência baseada em gênero, especialmente em comunidades onde as mulheres são mais vulneráveis. Esse tipo de agressão já é considerado uma epidemia global, segundo o relatório. Mais de um bilhão de mulheres, pelo menos uma em cada três, já sofreram abuso físico, sexual ou psicológico em algum momento da vida. Mais » |
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