O silêncio não é uma opção. O deputado Glauber Braga está em greve de fome há oito dias — e o motivo impacta diretamente todos nós.
Ele protesta contra o absurdo processo de cassação de seu mandato, movido por parlamentares bolsonaristas. A desculpa oficial? “Quebra de decoro parlamentar.” A verdade? Vingança política e medo de perder a mamata para as eleições de 2026. Vamos te explicar:
Glauber foi colocado na mira da extrema direita após ter chamado o então presidente da Câmara, Arthur Lira, de “bandido”, por causa de seu Orçamento Secreto, também denunciado diversas vezes aqui no Intercept Brasil.
Trata-se, basicamente, de uma farra com verbas públicas para bombar a eleição de bolsonaristas e do Centrão em todo o país, prejudicando prefeitos que não apoiarem suas campanhas eleitorais. Ou seja: é um golpe, só que nas urnas.
Quando aprovou o Orçamento Secreto, Lira já não era um golpista iniciante. Ele aprendeu o ofício com seu mestre, Eduardo Cunha, durante a cassação do mandato presidencial de Dilma Rousseff — e agora tenta repetir a história tirando Glauber Braga da política.
Lira e seus aliados bolsonaristas podem até perseguir parlamentares combativos com táticas antidemocráticas, mas, enquanto tivermos o apoio de nossos leitores, seguiremos denunciando suas tentativas de eliminar a oposição e monopolizar o poder.