No Rio de Janeiro, o 23 de abril é mais do que um dia no calendário. É feriado estadual e um dos momentos mais simbólicos do sincretismo religioso brasileiro. A cidade amanhece tomada por velas, flores, espadas e atabaques. Missas lotadas, giras abertas, filas para bênçãos e cortejos que misturam fé, música e Resistência. São Jorge é padroeiro de soldados, escoteiros e guerreiros, mas, no Rio, virou guia de quem enfrenta batalha todo dia. Católicos, umbandistas e candomblecistas dividem o mesmo santo, cada um com sua leitura, todos com o mesmo respeito. É dia de pedir proteção, agradecer pelas vitórias e seguir lutando. Na capital fluminense, o feriado de São Jorge é também uma pausa para lembrar que espiritualidade e ancestralidade caminham juntas. E que o combate às injustiças não é só terreno — é também sagrado. |