"No palco montado pelo público, você nunca saiu do primeiro lugar", declarou Tiago Leifert na noite do dia 4 de maio de 2021, em um dos discursos mais emocionantes de uma final do Big Brother Brasil. Em um BBB pandêmico, Juliette Freire fez história ao vencer o programa com 90,5% dos votos, 24 milhões de seguidores e uma legião de fãs, entre anônimos e famosos. Na época com 31 anos, a então advogada e maquiadora de Campina Grande, na Paraíba, viu a vida virar de cabeça para baixo. No mesmo ano, Ju também foi eleita a Mulher do Ano no Prêmio Geração Glamour. "Olho para esses momentos e, bem, eu parecia uma criança. Assustada, no bom sentido, e impactada com aquilo tudo", conta. De 2021 para 2025, a base de fãs só cresceu: atualmente, são quase 30 milhões – e contando, mas não que ela conte – de cactos [nome dos integrantes de seu fandom], que, para a cantora, são como amigos. "O relacionamento que tenho com os fãs jamais passou pela minha cabeça, mas são eles que me encorajam." Coragem essa necessária para seguir os passos que sonhou quando criança. Para ela, a carreira musical sempre foi "como ser astronauta", um sonho distante, já que desde a infância tinha responsabilidades de adulta. Agora, aos 35 anos, Juliette lança seu segundo álbum de estúdio, Risca Faca, que compila seus últimos dois EP's, Esquenta e Farra, e fecha, com chave de ouro, sua noite dos sonhos. "Criei músicas que acompanham todas as fases do rolê perfeito.” A seguir, um gostinho da nova fase de Juliette, que, apesar de diferente, nunca deixou de existir, sempre no lugar mais iluminado do palco. |