Por Rita de Sousa
Falar dessa animação é tarefa difícil, quase banal. Talvez por isso Po Chou Chi, o jovem diretor, natural de Taiwan, radicado em Los Angeles, não usou nenhuma palavra em Lighthouse (em português, “Farol”).
Cheio de sutilezas e simbolismos, o filme trata delicadamente da
relação entre pai e filho, do crescimento, de amor e respeito. Mostra,
em pouco mais de 7 minutos, o crescimento, o aprendizado, a partida, o
retorno e o envelhecimento. E o fim, que é também começo.
O Farol é a casa, o lar, o porto seguro, o sinalizador de que está
tudo certo, o abraço do pai. Os barcos a um só tempo simbolizam as
conquistas, mas também as indas e vindas. Cartas são escritas, o pai espera, as estações mudam, e o inverno chega.
Tudo embalado, como a cereja do bolo, pelo delicado piano de Chien Yu Huang.
Po Chou Chi criou esta belíssima obra de arte na Universidade da
Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde está atualmente fazendo seu
mestrado em Belas Artes, o MFA, e ganhou com este curta 27 prêmios
internacionais e participou de 50 festivais de cinema.
O reconhecimento não é uma novidade para ele: seu primeiro trabalho, o filme de animação 3D, A Gaveta da Memória (The Drawer of Memory),
de 2006, já tinha levado diversos prêmios e sido aclamado em diversos
países como Alemanha, Japão, China, EUA, Coreia e França.
O Farol, como não podia deixar de ser, foi dedicado aos pais de Po Chou Chi.
http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/video-confiram-por-que-essa-bela-animacao-ganhou-27-premios-internacionais
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http://br.groups.yahoo.com/group/Cidad3_ImprensaLivre/
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