Bom dia!
O petróleo dispara mais de 5%, enquanto as bolsas recuam neste começo de segunda-feira, em uma reação dos mercados financeiros a notícias de que o Irã teria atacado um navio dos Estados Unidos que forçava a entrada no Estreito de Ormuz. É o primeiro ataque registrado desde o cessar-fogo acordado entre os países em 8 de abril. Autoridades americanas negam.
Desde então, investidores vinham minimizando os riscos de uma reescalada do conflito, isso apesar de a escassez de petróleo ser cada vez mais concreta. A trégua não havia garantido o retorno do escoamento do combustível
Em mais uma postagem em rede social, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que o país começaria a escoltar navios que estão bloqueados no Estreito de Ormuz. O Irã, por outro lado, afirmou manter o controle da passagem e que não permitiria interferência americana. Para além das ameaças, Teerã agiu.
Trata-se de uma guerra que custa caro aos Estados Unidos. O conflito na região já ultrapassou os 60 dias, prazo máximo que o presidente americano tem para agir sem autorização do Congresso. O parlamento do país, de maioria republicana, está em rota de colisão com Trump, dado o estrago que a alta dos preços deve fazer sobre o partido nas eleições de meio de mandato. O conflito mostra que os americanos têm mais a perder.
A agenda do dia é fraca. No Brasil, o destaque é o boletim Focus, que atualiza as projeções de mercado para inflação, PIB e Selic, além da assinatura da MP do programa Desenrola 2.0, que tenta reduzir o endividamento dos brasileiros. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha a piora do ânimo global, e começa a semana em queda. Bons negócios.