Política e religião se misturam e embaralham os cenários políticos nacional e internacional. A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, relata que importantes lideranças evangélicas brasileiras estão apoiando a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). A percepção é que o apoio pode facilitar o processo de aprovação do nome indicado pelo presidente Lula (PT), travado até agora por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Já o antropólogo e historiador Juliano Spyer, também colunista da Folha, alerta para movimentos de insatisfação dos evangélicos com a chapa presidencial de extrema direita do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Os evangélicos acusam o bolsonarismo de "falta de reciprocidade" na relação com as igrejas. Spyer compara a pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com o Botafogo de 2023, que perdeu o Campeonato Brasileiro para si mesmo após ter aberto ampla vantagem e não ter sabido mantê-la. Finalmente, Luis Fakhouri e Felipe Bailez, do Narrativas em Disputa, relatam como as recentes atitudes intempestivas do presidente Donald Trump, dos EUA —que se retratou como Jesus e brigou com o papa Leão 14-, abalaram as conexões entre evangélicos e católicos brasileiros à pauta trumpista. Para eles, os episódios expõem "contradições que o bolsonarismo terá dificuldade de blindar" na campanha de 2026. Mônica Bergamo: Evangélicos se mobilizam por Messias em reta final para o STF; apóstolo Estevam declara apoio Juliano Spyer: 'Time Flávio' pode perder para si mesmo —como o Botafogo de 2023 Narrativas em Disputa: Trump, o papa e a dissonância cristã |