20 novembro, 2012

Consciência Negra


 

Essa data foi escolhida por causa do dia da passagem do Maior Herói negro: Zumbi dos Palmares, em 1695. Ele Nasceu Francisco em 1655 e aos 15 anos já Comandava o Quilombo dos Palmares: o Maior quilombo de nossa História. Esse quilombo Resistiu durante anos, as investidas das autoridades do Brasil-Colonial. Zumbi preferiu a morte e escravidão. Zumbi dos Palmares é o símbolo da Resistência negra no Brasil
 
CONSCIÊNCIA NEGRA
(SULINHA)
 
"Negro, sua Luta continua / precisa sair com sua bandeira á rua/ precisa continuar Lutando pelo seu Ideal / precisa afetar a Consciência nacional / pos, a reforma agrária só terá Valor/se não houver preconceito de cor / vocês tem direito, muito mais / a esta Terra Mãe / imposta aos seus ancestrais / vocês foram os Imigrantes/ que do Brasil são amantes / mesmo chegando aqui em corrente / levaram e levam esse pais pra frente / então hoje vocês não podem deixar / ninguém sua Terra pegar / vocês nos deram a Música. A comida, a religião / nós te viramos as costas, negamos a mão / os "intelectuais" dizem, com toda sua fraqueza / que a nossa língua é a português / mas, a nossa Cultura popular/ veio de suas Terras, além Mar / nós, brancos, te devemos demais / nós cobre, pelo menos, a igualdade e a Paz"
 
NOSSO NOME: RESISTÊNCIA
(Nei Lope / Zé Luiz / Sereno)
(Canta Alcione)
 
Olha, nosso povo aí / conjugando no presente / o verbo Resistir / nossos corpos densos / respondendo a opressão / nossos nervos tensos / suportando a humilhação /
O olho cresceu / tumbeiro chegou / o couro comeu / o pau roncou / mas o negro é arueira / envergou mas não quebrou
Preto velho tem mandinga de amansar feitor / nega mina tem um dengo / de matar de Amor
Palmares, balaios, malês, alfaiates / fugas, guerrilhas , combates / jongos, afoxes / assim também se Resiste / negritude Resplandecente, Consciente a se reconstruir / o nosso nome é Resistência / olha o nosso povo aí.
 
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Mãe África (Paulo César Pinheiro & Sivuca) - Clara Nunes


No sertão, mãe que me criou
Leite seu nunca ma serviu
Preta Bá foi que amamentou
Filho meu, filho do meu filho
No sertão, mãe preta me ensinou
Tudo aqui nós que construiu
Filho tu tem sangue Nagô
Como tem todo esse Brasil

Oiê, dos meus irmãos de Angola, África
Oiê, pra Moçambique-Congo, África
Oiê, para a nação bangu, África
Oiê, do tempo do quilombo,  África

 
Pelo bastão de Xangô
E o caxangá de Oxalá
Filho Brasil pede a bênção Mãe África
Pelo bastão de Xangô
E o caxangá de Oxalá
Filho Brasil pede a bênção de Mãe África
 
 
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Samba Enredo 1988 - Kizomba, Festa da Raça

G.R.E.S Unidos de Vila Isabel (RJ)

Valeu Zumbi!
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi valeu!
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e maracatu
Vem menininha pra dançar o caxambu (bis)
Ôô, ôô, Nega Mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ôô, ôô Clementina
O pagode é o partido popular
sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa Constituição (bis)
Que magia
Reza, ajeum e orixás
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos
seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua (bis)
Nossa cede é nossa sede
e que o "apartheid" se destrua
Valeu!
 
http://sulinhacidad3.blogspot.com.br/2012/11/luiz-carlos-da-vila-canta-kizomba-festa.html
 
 
 
Narciso negro - Nenê de Vila Matilde 1997
Dom Marcos

O Negro é amor (amor, amor )
Negro é capaz, é capaz.
O negro é lindo, evoluindo
Sempre mais

É manhã
Vindos da África
Exportados sem querer
A negritude está em festa
"Nenê", sou mais você
Reluziu pelos continentes
Se destacou, se fez presente
De cana às minas de ouro
Sou herança de Zumbi
Sou liberdade, sou povo

Sou negro, sou arte
O estandarte do carnaval
Sou baluarte da cultura nacional

Hoje o negro sim
No esporte,
Na cultura e religião
É o orgulho
Deste mundo inteiro
Ademar foi o primeiro
Rei Pelé, eterno campeão
Musicalmente temos luz
Salve Clementina de Jesus
Um canto livre ecoa pelo ar
Vaidosa, minha "Vila" vai passar
No lago da reflexão
Espalhando a miscigenação
É tão sublime, é divinal
Com sutileza
Fiz valer meu ideal

O negro é amor (amor, amor )
Negro é capaz, é capaz.
O negro é lindo, evoluindo
Sempre mais