A Polícia Federal prendeu ontem o ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa em nova fase da operação que investiga irregularidades na atuação da instituição para comprar o Banco Master. O ex-diretor é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, um dos fundamentos para a prisão é a suspeita de que ele teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, avaliados em R$ 146,5 milhões. Segundo a PF, o dono do Master, Daniel Vorcaro, chamava Costa de "amigo" em mensagens citadas no mandado de prisão, e dizia que trabalhava em uma "agenda que combinou" com o banqueiro. "Estou com você. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver", disse em uma delas. Diálogos extraídos pela PF também mostram que Paulo Henrique Costa mencionou que o então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha pediu informações para poder se defender publicamente da compra do Master pelo BRB e rebater as críticas, o que indica que ele tinha acesso à informações do negócio. Além de Costa, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema que envolvia os dois bancos. STF tem maioria contra lei de SC que proíbe cotas raciais. Sete dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal já votaram pela inconstitucionalidade da lei de Santa Catarina que proíbe a oferta de cotas raciais em universidades do estado. A corte já tem maioria para derrubar a medida. Até a noite de ontem já haviam votado: o relator, ministro Gilmar Mendes, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Os demais magistrados têm até as 23h59 de hoje para se manifestar. Os ministros afirmaram que o PL foi aprovado a toque de caixa pela Assembleia Legislativa do estado, no final de 2025. Segundo o relator, a aprovação ocorreu sem que os deputados tivessem analisado a "eficácia da política pública vedada ou das consequências de sua abrupta interrupção". Apesar da aprovação no início do ano, a lei já estava suspensa por ordem da Justiça estadual. A Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União também se manifestaram contrárias à legislação. Governo Lula se reúne com gestão Trump em meio a negociações sobre investigação que inclui Pix. Uma delegação do Brasil participou de reuniões em Washington com o governo dos Estados Unidos sobre a investigação comercial que abarca desde queixas antigas das tarifas brasileiras sobre a importação de etanol até o Pix. A apuração começou em julho do ano passado e o governo americano incluiu no processo investigações sobre práticas no comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas "injustas ou preferenciais"; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal. Os resultados da apuração podem sair até o fim deste mês e, caso seja desfavorável ao Brasil, o país pode sofrer novas sanções. O governo brasileiro sustenta que a investigação é um instrumento unilateral incompatível com as regras da Organização Mundial do Comércio. Saiba mais. Comitiva paga pelo Senado irá aos EUA pedir asilo para Ramagem. A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou ontem a viagem de uma comitiva aos Estados Unidos, paga com dinheiro público, para pedir asilo político para Alexandre Ramagem. O pedido foi protocolado por Jorge Seif (PL-SC), e ele pede autorização para uma missão oficial de parlamentares que visite as cidades de Orlando e Washington para "acompanhar a situação de cidadãos brasileiros em situação de custódia naquele país, especialmente do cidadão brasileiro Alexandre Ramagem". O senador também diz que a missão irá verificar ainda a prestação de assistência consular a brasileiros nos EUA e estabelecer diálogo institucional com parlamentares americanos. Ainda não se seabe quantos e quais parlamentares irão, nem quando será a viagem. Após ser solto, Ramagem agradece a governo Trump e critica a PF. O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que foi preso pela agência de imigração dos Estados Unidos nesta semana e solto após dois dias encarcerado, publicou um vídeo nas redes sociais ontem em que agradece a alta cúpula do governo Donald Trump pela sua soltura. Ele também criticou a Polícia Federal, a quem chamou de "polícia de jagunços". Ramagem afirmou que entrou "regularmente nos EUA, com passaporte válido, visto válido" e que, na sequência, entrou com pedido de asilo, alegando ser um perseguido político no Brasil. Um documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA, no entanto, apontava que o ex-deputado estava com o visto vencido e, por isso, poderia ser passível de deportação ao Brasil. "Não houve nem pagamento de fiança, algo que é normal nestes casos. Não apenas estou em situação regular como não estou me escondendo", disse. Ele também afirmou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que disse que a sua prisão aconteceu a partir de uma cooperação internacional, deveria ser afastado do cargo. Veja o vídeo. |