COLUNA ICL
O chão e o mundo
E é só por estar entranhado nela que, paradoxalmente, arvoro-me a ser um cidadão do mundo.
Em um texto antigo, afirmei que o Brasil deu certo. Mas que Brasil? O país projetado pelos homens do poder para ser excludente, racista, machista, homofóbico, concentrador de renda, inimigo da educação, violento, assassino de sua gente, intolerante, boçal, misógino, castrador e grosseiro. Esse Brasil que manifesta o horror em chiliques raivosos ancorados no argumento canalha de defesa da pátria. De minha parte, quero distância desses sicofantas enrolados em bandeiras, brandindo bíblias e bazucas nos púlpitos e alpendres de casas grandes.
Não abro mão, todavia, de me dizer patriota. A minha pátria, porém, é o chão que piso, a língua encruzada que falo, a canção que escuto. Se a razão é internacionalista; meu coração balança numa rede bordada na terra da minha avó. (...)
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