Representantes de caminhoneiros de todo o país sinalizaram ontem que pretendem cruzar os braços em todo o país 'nos próximos dias' contra a alta do preço do diesel. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse à Folha de S.Paulo que motoristas autônomos e também os "celetistas", que são contratados por empresas, estão articulando uma paralisação nacional em protesto ao aumento do preço do diesel e à insatisfação com medidas adotadas pelo governo. Lideranças do setor afirmam que a categoria já deliberou a favor da greve, mas sem definir a data. A categoria vinha mantendo conversas com o governo sobre o aumento do preço dos combustíveis por meio de representantes da Secretaria-Geral e do Ministério dos Transportes e de integrantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote do governo para baratear o combustível, a Petrobras aumentou o preço nas refinarias. Os governos estaduais negaram pedido do presidente Lula para reduzir o ICMS sobre o diesel em um esforço para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo em meio à guerra no Irã. - Governo prepara medidas pró caminhoneiros para conter movimento. O colunista do UOL Júlio Wiziack revela que o governo federal vê movimentação política por trás da ameaça de paralisação dos caminhoneiros, mas ainda assim pretende conduzir as negociações com a categoria sem levar esse fator em consideração. Segundo o colunista, assessores do presidente Lula observam que as paralisações foram iniciadas por São Paulo e Santa Catarina, redutos eleitorais da direita. O ministro dos Transportes, Renan Filho, deve se colocar na mesa de negociação a partir de hoje para tentar conter o movimento. A preocupação do governo é evitar que essa mobilização se alastre pelo país com pedidos exagerados, a exemplo do que ocorreu em 2018. Leia mais na coluna.
EUA atacam instalações na costa do Irã para tentar reabrir estreito. O Exército dos Estados Unidos informou na noite de ontem que bombardeou instalações de mísseis iranianos perto do estreito de Hormuz. "Forças americanas usaram com sucesso várias bombas contra sítios de mísseis ao longo da costa do Irã", publicou no X o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio. O líder do Comando Central, o almirante Brad Cooper, havia afirmado na segunda que os EUA continuariam a "reduzir rapidamente a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito e em seus arredores". Mais cedo, o Irã confirmou a morte de homem-forte do regime após um ataque de Israel. Ali Larijani era tido como próximo ao novo líder supremo do país. Segundo informações da rede de TV Al Jazeera, ele deve ser substituído pelo ex-secretário de Segurança Nacional. Larijani passou por todos os cargos dentro do establishment iraniano. Foi de combatente nas frentes de batalha a chefe da televisão estatal. Depois, se tornou o presidente do parlamento iraniano e, segundo a Al Jazeera, era muito influente. BCs do Brasil e dos EUA decidem taxa de juros. O Banco Central dos dois países anunciam hoje a decisão tomada para definir as novas taxas de juros da economia em meio às incertezas sobre os efeitos econômicos da guerra no Irã. No Brasil, a Selic está hoje em 15% ao ano, e a expectativa anterior ao início do conflito no Oriente Médio era de que a taxa começasse a cair a partir desta reunião do Comitê de Política Monetária. Mas diante da alta do preço do petróleo por causa da guerra, entre outros fatores que pressionam a inflação, o cenário é ainda incerto. Pesquisa da Bloomberg com 30 analistas indica que 19 deles preveem um corte de 0,25 ponto percentual, enquanto outros dez apostam em uma queda de 0,5 ponto. Há ainda uma possibilidade indicada da manutenção da taxa em 15%. Antes da intensificação do conflito no Irã, a previsão predominante era de uma redução de 0,5 ponto percentual. Congresso promulga acordo UE-Mercosul. O Congresso Nacional promulgou ontem o decreto legislativo que ratifica o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Com a promulgação, a vigência provisória do tratado deve começar em maio. O acordo entre os dois blocos era negociado desde 1999 e ele cria o maior mercado consumidor do mundo. Juntos, os países da região têm um Produto Interno Bruto de US$ 22 trilhões. Quando o livre comércio estiver plenamente em vigor, 91% das mercadorias comercializadas entre os blocos ficarão isentos de tarifas de importação. O tratado já foi confirmado nos parlamentos de Argentina e Uruguai, além do Brasil. Na União Europeia ele passa por uma revisão jurídica e o livre comércio entrará em vigor de maneira provisória. Saiba mais. STF condena por unanimidade 3 deputados do PL por desvios de emendas. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou ontem os deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, e o suplente Bosco Costa, todos do PL, por corrupção passiva pelos desvios na destinação de emendas parlamentares. Esta é a primeira condenação por desvios de emendas fixada pelo Supremo. O relator, ministro Cristiano Zanin, disse em seu voto que existem provas robustas sobre como o grupo teria solicitado propina de 25% sobre emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. Os deputados, no entanto, foram inocentados da acusação de organização criminosa porque os ministros entenderam não haver provas suficientes da prática. Como todas as penas ficaram abaixo de oito anos, nenhum dos réus ficará preso no regime fechado, e a eventual perda de mandato deverá ser decidida pela Câmara dos Deputados. Leia mais. |