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Um modelo que propõe dividir a jornada de trabalho em blocos menores ao longo do dia começa a ganhar espaço no mercado como alternativa ao experiente contínuo de oito horas diárias: o "microshifting ". Impulsionada pela consolidação do trabalho híbrido e pela busca crescente por flexibilidade em relação a horários, a prática permite que profissionais façam pausas frequentes para recarregar as energias, praticar algum exercício físico ou resolver pendências pessoais. |
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Durante painel na SP House, no SXSW, a CEO do Future Today Strategy Group, Amy Webb, defendeu que as habilidades mais valiosas do futuro podem ser justamente as mais humanas e menos digitais. A futurista citou um exemplo doméstico para ilustrar essa ideia: a própria filha, de 15 anos. A adolescente passou quase toda a vida sem smartphone e ainda não tem redes sociais. Segundo Webb, isso a ajudou a desenvolver competências que tendem a se tornar raras em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos e transformações aceleradas pela inteligência artificial. |
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Os maiores desafios na implementação da inteligência artificial nas empresas não estão em questões técnicas, e sim organizacionais, gerenciais e de pessoas . Essa foi a tese defendida pelos pesquisadores Kai Riemer e Sandra Peter, da Universidade de Sidney, em palestra no SXSW 2026. Durante sua apresentação, Riemer e Peter apresentaram o conceito de "tensões estruturais". Segundo eles, o novo cenário exigirá que líderes e trabalhadores andem em uma espécie de "corda bamba organizacional", equilibrando interesses, expectativas e processos que muitas vezes caminham em direções opostas. |
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O retorno de discos de vinil, telefones fixos e câmeras descartáveis parece nostalgia. Mas, para a pesquisadora e autora Jennifer Wallace, o fenômeno revela algo mais profundo: saudade de um tempo em que as pessoas se sentiam mais importantes umas para as outras. Wallace afirmou, em sua palestra no SXSW, que o “mattering ” — algo como “importar para alguém”, palavra que, de acordo com a pesquisadora, aparece cada vez mais em pesquisas sobre bem-estar — descreve um estado fundamental da experiência humana: saber que você é valorizado e que sua presença faz diferença. |
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SALÁRIO É MAIOR MOTIVAÇÃO PARA ACEITAR EMPREGO, MAS NÃO GARANTE PERMANÊNCIA NA EMPRESA, DIZ PESQUISA De acordo com um mapeamento divulgado pela Serasa Experian, que contou com 1.521 profissionais de diferentes gerações e regiões do país, o salário é o principal fator de atração para um novo emprego, mas não é suficiente para garantir a permanência dos profissionais nas empresas. Apesar de a remuneração liderar a decisão de entrada, a pesquisa aponta que aspectos ligados à qualidade da experiência profissional ganham relevância quando o tema é permanência. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece como prioridade para 16,2% dos entrevistados, seguido por estabilidade e plano de carreira, com 11,2%. |




