16 fevereiro, 2014

Alfredo da Rocha Viana Filho, o Mestre Pixinguinha.



17/02/1973 – Nos deixava Alfredo da Rocha Viana Filho, o Fantástico Compositor, o Mestre Pixinguinha.

O velho Músico já tivera diversos problemas cardíacos, mas era Dona Betty quem ia parar num leito de hospital, sem muitas Esperanças de sair. Abalado, o velho Pixinguinha não Resistiu e também caiu doente. Foi internado no mesmo hospital. Mas ele sabia que, se Dona Betty desconfiasse que ele também estava doente, poderia piorar.
Assim, ele armou um dos gestos mais sublimes que se teve Notícia.
Todos os dias deixava seu leito, trocava o pijama pôr um terno, atravessava corredores e chegava ao leito  da esposa, como se viesse de casa, com um buquê de Flores nas mãos. Foi assim pôr todo o período em que ela ficou internada.
Ela nunca sairia do hospital. Partiria naquele mesmo ano, com a imagem do seu companheiro, associada a  Flores e aos ares da casa.



Em 1973, em um Sábado de Carnaval, ele a  acompanharia. O Coração lhe faltaria na igreja Nossa Senhora da Paz, 8 meses após a morte da Companheira– , foi ser padrinho de o filho de um Amigo. Passou mal, enfartou e faleceu ali mesmo, na sacristia da igreja Nossa Senhora da Paz, em Copacabana, RJ.

Nascido no bairro da Piedade, subúrbio da zona norte do RJ, um de suas avós o chamava de “Pizin-din”, “Menino Bom” num dialeto africano. Tinha marcas de varíola em seu rosto e a molecada da rua o batizou de “Bexiguinha”, Juntando os dois nomes, ficou Pixinguinha.
Filho de Músico, Seu Alfredo era Flautista e funcionário dos correios. Aos 9 anos, PixinguinhaA já Tocava Cavaquinho e aos 14 estreou em “A Concha”, uma casa de chope da Lapa. Dava Show com sua improvisação. Em 1911 Compôs seu 1o. Choro Lata de Leite. Em 1919 Compôs o Choro Um a Zero, comemorando o 1o. campeonato Sul Americano de Futebol Conquistado pela Seleção Brasileira de Futebol, após a Vitória contra a Seleção do Uruguai, Gol marcado pelo Craque Friedenreich.
Passou a trabalhar como chefe de Orquestra da Gravadora RCA Victor. Em 1927 casou-se com Albertina Nunes Pereira, Betty - Cantora e Artista de Circo Jandira Aimoré - a companheira inseparável. Em 1935 adotou um menino e batizou com seu nome, o Alfredinho.
 Organizou várias bandas: Orquestra Típica Pixinguinha-Donga; O Grupo da Guarda Velha; Orquestra Diabos do Céu; Colúmbia de Pixinguinha, Cinco Companheiros; Os Oito Batutas.
Trabalhou muito, nunca Enriqueceu e ainda sofreu alguns desfalques.
Em Agosto de 1940, junto com João da Baiana, João Machado Guedes, Cartola e a Dupla Jararaca e Ratinho, Participaram, A Convite do Maestro Heitor Villa Lobos, Da Gravação De 39 Músicas, Com O Maestro Leopoldo Stokowski e com All American Youth Orchestra, Era parte da política de Boa vizinhança dos EUA no ínicio da 2a. guerra mundial. Já na década de 50 ficou esquecido pelo Grande público. Em 1964 teve edema pulmonar e o 1o. enfarte. Seu neto, Marcelo Vianna Gravou um CD com 4 Músicas inéditas do Compositor na década de 90, através de seu Pai – Alfredinho – que Fundou a PZM Produções Artísticas, com o objetivo de administrar a obra do Pai Pixinguinha.


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O Mundo Melhor de Pixinguinha (Pizindin) – Portela/1974
Autores: Jair Amorim, Evaldo Gouveia E Velha.
Lá vem Portela / Com Pixinguinha em seu altar / E altar de Escola é o Samba
Que a gente faz / E na rua vem Cantar / Portela / Teu Carinhoso tema é oração
Pra falar de quem ficou / Como devoção / Em nosso coração.
Pizindin!  Pizindin! Pizindin!  / Era assim que a vovó / Pixinguinha chamava
Menino bom na sua língua Natal / Menino bom que se tornou imortal / A Roseira dá
Rosa em botão / Pixinguinha / Rosa, Canção / E a Canção Bonita é como a Flor
Que tem perfume e cor / E ele / Que era um poema de ternura e Paz /Fez um buquê que não se esquece mais / De Rosas Musicais ///
Lá vem Portela...