Por Eugênia Rodrigues
| Gente! Programa simplesmente imperdível pra quem for fã da Clara - ou seja, pra TODO mundo :) Neste domingo, 8, haverá uma grande homenagem à Sabiá na Portelinha, ali juntinho da Feira das Yabás. Cantarão as moças dos grupos Amig@s do Samba (SP) e Moça Prosa (RJ) e... várias mulheres musicistas, cantoras ou simplesmente fãs dessa grande artista. Depois, bora todo mundo para a Feira das Yabás! Eis o texto preparado pela querida pastora Áurea Alves, produtora do evento juntamente com a Regia Macedo. "O universo da canção brasileira sempre teve presentes belas vozes femininas que, ao longo do século passado, consagraram o rico repertório do mais importante gênero musical do país o samba. Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida e tantas outras registraram as músicas dos principais compositores do gênero. Fruto desse universo, Clara Nunes, através de seu canto, desenhou fronteiras mais belas ainda para o mapa musical do Brasil. Na construção de sua carreira procurou se aproximar do brasileiro em sua essência, no que se chama de alma mestiça. Clara, era cantora com uma única incursão na composição (Flor da Pele, com Paulo César Pinheiro e Eduardo Tapajós), mas em prol de sua grande técnica e capacidade de interpretação soube selecionar parceiros e compositores que lhes confiaram obras inesquecíveis e fiéis retratos do nosso país. Para isso cercou-se de compositores que traziam, cada um a seu modo, canções representativas dessa característica brasileira. Um rápido mergulho em sua discografia fará perceber o quanto mais brasileiro tornavam-se seus trabalhos com o decorrer do tempo, auxiliada luxuosamente por Paulo César Pinheiro, compositor e marido, produtor de seus principais discos. Essa doutrina marcou por certo a base dos bons trabalhos: um samba de terreiro, um ícone da Velha Guarda, um compositor mais recente com o pé na Portela, um compositor da era do rádio, um compositor popular e consagrado de muitos gêneros e assim por diante. Nordestinos como Dorival Caymmi, Sivuca, Ederaldo Gentil, mineiros como Ataulfo Alves e João Bosco, cariocas da gema como Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, cariocas do morro e do terreiro como Monarco, Candeia e Nelson Cavaquinho, unaminidades como Vinícius e Chico Buarque. Listando seu repertório verificar-se-á os inúmeros gêneros musicais, as influências africanas no ritmo e no tema. Além da voz precisa e de grande extensão, da imagem de cabocla bonita tão imitadas, havia uma preocupação em se aproximar do povo, sem empobrecimento musical. Os tempos eram outros é verdade, mas pode-se encontrar hoje inúmeros cantores e cantoras seguidores desse modelo, construído ao longo da carreira de Clara. A contribuição de seu talento à música passa desapercebida a um público mais jovem, contudo seu legado cunhou um paradigma seguido à risca : a sonoridade mestiça brasileira, tão bem traduzida por uma ex-operária, que enfrentou e superou as barreiras do preconceito até a morte. É o que mostraremos e celebraremos nesta festa". Serviço: Local: Portelinha - Estrada do Portela, 446. NÃO É NA QUADRA, É OUTRO LOCAL. Data: 08/09/2013 11:00 h Entrada gratuita Produção Áurea Alves e Régia Macêdo (RJ) Idealização Amig@s do samba (SP) Apoio: Botequim Glória do Catete |
De: Agenda do Samba & Choro < agenda@samba-choro.com.br >
Para: Sulinha < sulinhacidad3@zipmail.com.br >
Assunto: # Notícias de Samba & Choro: 06 de setembro, sexta



Viva Clara Claridade!!! Viva Arte / Cultura!!!
Sabedoria, Saúde e $uce$$o: Sempre.