09 abril, 2012

Lélia Abramo - 09/Abril

Lélia Abramo (São Paulo, 8 de fevereiro de 1911 — São Paulo, 9 de abril de 2004) foi uma importante atriz e militante ítalo-brasileira.

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SVO: Qual e quando uma Escola de Samba Homenageou essa Mulher? E, não sou Eu que acretiou e decepcionou com o PT.
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Eles Não Usam Black-Tie


Lélia Abramo e Gianfrancesco Guarnieri

Lélia e Flávio Migliaccio


Lelia e Jô Soares

Lélia com Tarcisio Meira e Louise Cardoso em "O Tempo e o Vento"


Idéias
Sou socialista e sinto-me frustrada porque não aconteceu o que imaginávamos no passado. E diante da situação tão desigual em que vivemos, eu costumo indagar sobre a essência do ser humano ... Será que nós ainda vivemos nas cavernas? Afinal só os mais fortes vencem? Não estamos falando do resultado de uma civilização milenar que atravessou séculos e séculos, mas simplesmente da vitória do mais forte. Os EUA estão aí para demonstrar isso. É ou não é a vitória do mais forte? Somos nós pessoas que podem olhar as nuvens, o céu e as estrelas ou somos animais? Não é que não haja esperança, mas hoje nós vivemos um retrocesso brutal. Na minha vida, eu tentei uma escalada que não deu certo mas voltaria a fazer tudo o que fiz. O que me espanta é o fato do Brasil ser ainda mais atrasado do que eu pensava. Eu não trabalho já há mais de vinte anos. E sabe por quê? Simplesmente devido à minha militância. Por ter me mantido fiel a meus ideais e lutado por aquilo que eu acreditava correto, a Rede Globo e muita gente do teatro nunca mais me chamaram para trabalhar. Inúmeras pessoas me viraram as costas. Eu afirmo que o Brasil é um país muito atrasado, inculto, um país onde o analfabetismo é gigantesco... Em apenas vinte anos de carreira ganhei muitos prêmios, não era para ser jogada fora, mas me jogaram. Porém, eu não me arrependo do que fiz, só lamento não ter feito mais. E digo que tudo isso é conseqüência do atraso cultural. Um país que não fomenta cultura e que não se baseia nela é um país perdido e sem dignidade.
Itália e a Guerra.
Morei na Itália de 1938 a 1950, ou seja, no período dominado pelo Fascismo e durante a Segunda Guerra. Mas, na vida cotidiana, eu senti que havia alguma coisa que não estava funcionando no fascismo. Muita gente sabotava o sistema por baixo do pano. Quando cheguei lá, logo postulei um emprego, mas para trabalhar, o cidadão italiano tinha que pertencer ao Partido Fascista. Durante a entrevista para o emprego, disse ao patrão que era antifascista e, em vez dele me enxotar do lugar, me deu a vaga alguns dias depois. Afinal, esse sujeito pertencia à Caserna, uma organização velada contra Mussolini. A Itália toda estava contaminada pelos antifascistas. Eu posso dizer que a guerra é uma experiência inenarrável. Você tem de viver para saber o que é. É um horror. Cortam tudo. Não tem água, luz, comida. Os jovens morriam que nem moscas nessa época na Itália. Morriam tuberculosos porque não tinha comida... A Itália ficou esvaziada.

Lula

A minha condição era muito sólida. Como presidente do Sindicato dos Atores, e em virtude da minha experiência anterior como militante de esquerda e trotskista, fui um dos primeiros representantes não-operários a me aproximar do Lula. Ninguém tinha compreendido quem era ele. Eu compreendi que o movimento capitaneado por Lula representava um elemento de formidável combate à ditadura.


http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link.cfm?Edicao_Id=98&Artigo_ID=1106&IDCategoria=1246&reftype=2



Ato de fundação do Partido dos Trabalhadores - PT no Colégio Sion, São paulo/SP - 10 de fevereiro de 1980. Na mesa, da esquerda para a direita: Lélia Abramo, Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra, Lula e Jacó Bittar.



Lélia com Antonio Cândido numa conferencia do PT




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