12 março, 2014

O preconceito é uma prova de inferioridade. O combate ao preconceito é obrigação de todos! - Corrente do Bem - Adriana Pasquinelli




Quando fundamentalistas se tornam tolerantes - COMPARTILHEM!!!

O lema da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) é “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Copiamos a frase literalmente do site oficial da FPE, que ostenta entre seus 78 parlamentares o presidiário Natan Donadon. Os membros da chamada “Bancada Evangélica”, uma das maiores do Congresso Nacional, são muito conhecidos por sua intolerância contra pessoas LGBT. Gays não podem se casar, clamam no STF! Entretanto, basta olhar a lista de deputados que se recusaram a votar pela cassação de Natan Donadon, que lá estão eles. Dez deles, mais que o dízimo! Aparentemente, os fundamentalistas são intolerantes com minorias, mas muito tolerantes com seus “irmãos” corruptos condenados.

Natan Donadon é evangélico. Era filiado ao Partido Social Cristão (PSC) quando seu tio, num ato de nepotismo, o encarregou da Assembleia Legislativa de Rondônia. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), nesse período o “irmão Donadon” roubou mais de R$ 8 milhões.

Curiosamente, dois deputados do PSC se recusaram a votar pela cassação do ex-colega. Um deles é Nelson Padovani, do Paraná. Mesmo estando presente à Sessão Extraordinária nº 249, de 28 de agosto de 2013, Padovani não registrou seu voto. A desculpa por não ter apertado um simples botão e dito sim a Representação nº 20/13 (que propunha a cassação de Donadon) foi que o deputado Padovani tinha compromissos no interior do Paraná no dia seguinte.

O segundo deputado, como não poderia deixar de ser, foi Marco Antonio Feliciano, o “Pastor Marco Feliciano”, que responde a três processos no STF: AP 612, Inq 3646 e Inq 3590. Feliciano protagonizou ele mesmo um grande desgaste à Câmara por manter-se como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da casa. Todos se recordam do#ForaFeliciano, movimento popular (e hashtag) pela saída do parlamentar da CDHM. Perdemos essa.

Feliciano não caiu e se converteu numa das grandes estrelas da Frente Parlamentar Evangélica. Foi na condição surreal de defensor dos Direitos Humanos que ele e outros ParlaPastores buscaram “justiça” para Marcos Pereira. Preso pela Polícia do Rio de Janeiro acusado de estuprar fiéis de sua igreja ultra-fundamentalista, a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, Pereira é muito influente entre políticos e amigo de Marco Feliciano.

Os fundamentalistas consideram imoral que um casal do mesmo sexo adote uma criança, mas acusam a polícia de perseguição religiosa quando um dos seus pastores é preso – ainda que sob gravíssimas acusações de estupro e envolvimento com tráfico de drogas –.

Feliciano é contra o casamento gay e a favor do pastor Marcos Pereira. Ele também ajudou a manter Natan Donadon como Deputado Presidiário. A desculpa de Feliciano para não votar, mesmo tendo marcado presença? Uma viagem aos Estados Unidos, na qualidade de presidente da CDHM.

Claro que não havia nenhuma viagem marcada quando, ao violar o direito de várias minorias que deveriam ser defendidas pela CDHM, Feliciano não só pautou como votou e aprovou o projeto conhecido como “Cura Gay”.

A mente por trás da “Cura Gay” foi João Campos, do PSDB de Goiás, presidente da Frente Parlamentar Evangélica. A Cura Gay nunca foi votada no plenário da Câmara, mas é uma promessa de Feliciano e seus colegas ParlaPastores trazê-la de volta, com mais força, com mais evangélicos eleitos por suas “ovelhas” obedientes.

A Frente Parlamentar Evangélica quer ser a grande guardiã da moral no Brasil. Para esses pastores-políticos, nada é mais prejudicial a nossa Grande Nação que gays andando de mãos dadas pelas ruas do país com uma legislação que garanta sua dignidade humana. Mulheres que foram vítimas de estupradores, como aquelas que acusam Marcos Pereira, devem ser obrigadas a carregar os filhos da violência que sofreram. Essa é a moral defendida pela Bancada Evangélica, por João Campos e por Marco Feliciano.

Natan Donadon continua Deputado Federal e continua membro da Frente Parlamentar Evangélica. Que não teve a competência ou a decência de tirar a foto do ilustre represante do Fundamentalismo de sua galeria de membros. Quem sabe ele não vai dirigir cultos no Presídio da Papuda? Afinal, Deus está com eles! Inclusive nos cultos celebrados semanalmente em plena Câmara dos Deputados. Lá eles choram, se ajoelham. Exatamente como fez Donadon ao ser absolvido.

Apenas deputados da FPE se recusaram a votar contra Donadon? Não. Foram vários, por vários motivos. Foi um Parlamento decadente, que literalmente retirou a palavra “ética” de seu vocabulário. Por que atacar especificamente os ParlaPastores e os Fundalamentares? Por que esses trocadilhos depreciativos e não uma crítica aos outros partidos que igualmente não votaram?

Porque o mínimo que se poderia esperar de alguém que tem a petulância de julgar como imorais famílias formadas por pessoas do mesmo sexo, é que defenda a moralidade em seu nível mais elementar. Que sejam capazes de caçar o mandato de um presidiário. Dez dos 75 deputados da Bancada Evangélica se recusaram a votar na sessão da Câmara que deveria ter cassado o mandato de Natan Donadon.

“Justos” lutam contra gays, defendem estupradores e deixam de votar contra presidiários. Os homossexuais fazem muito bem ao se manter no outro lado da justiça da Frente Parlamentar evangélica! Silas Malafaia, um dos entusiastas da FPE, disse recentemente que é errado denunciar um pastor corrupto. Segundo Malafaia, pessoas já morreram por causa disso!

Nós, homossexuais pecadores, continuaremos orgulhosos dos impostos que pagamos, de nosso trabalho honesto. Continuaremos denunciando gente que rouba R$ 8 milhões, que mente e que engana. Nossa moral não se restringe a mesquinhez de controlar o sexo das pessoas.

O versículo da Bíblia ostentado pela Frente Parlamentar Evangélica tem sua razão. Ímpios estão dominando, ímpios e defensores de ímpios. O povo brasileiro tem gemido – e não de prazer –, ao ser roubado, vilipendiado e engando por seus representantes no Congresso Nacional. Inclusive aqueles dez da Frente Parlamentar Evangélica que não votaram na cassação de seu colega de Bancada, Natan Donadon.

Que nas próximas eleições possamos eleger pessoas justas. Que os evangélicos possam entender que justiça não é determinada por sua profissão religiosa ou orientação sexual, mas por sua postura em relação as leis de nosso país. Amar é um direito; ilegal é roubar e estuprar. Imoral é defender quem faz isso.


COMPARTILHEM > Recebemos ontem no final da noite que há uma movimentação política entre as igrejas evangélicas em cidades do interior dos Estados do Brasil onde seus seguidores são PROIBIDOS por seus pastores a acessar qualquer página, site ou notícia que fale "mal" da Bancada Evangélica. Adoradores de Malafaia e Feliciano se unem para hostilizar nessas cidades quem é de qualquer outra religião para forçá-los a entrar para suas igrejas. O voto de cajado é obrigatório, e manter seus fiéis sem essas informações é a lei. Vamos prestar um favor à sociedade brasileira compartilhando essa e o máximo de postagens que digam a verdade sobre esses "cidadãos de bem" para que chegue ao maior número de evangélicos possível, para que conhecedores da verdade, possam a partir daí fazer suas próprias escolhas sem a desculpa de que não tinham essas informações. 

O futuro de nosso país depende disso. Apertem os cintos, a nojeira do período eleitoral já começou, e tudo em nome do "deus" poder e dinheiro.


O que nos une? O desejo sincero de ver um mundo onde todos tenham a consciência da verdadeira unidade... afinal, todos somos um.

Um mundo aonde solidariedade, respeito, igualdade, fraternidade, compaixão e caridade não façam parte de um dicionário utópico, mas sim da chama que move nossas ações no dia-a-dia. Um mundo onde todos saibam o significado da palavra empatia, mais ainda, que a tenha como uma de suas mais preciosas qualidades.

Um mundo aonde não enxerguemos a casca, o rótulo, o adjetivo aparente, mas sim as qualidades internas, as ações de bondade, as palavras de ternura. Um mundo onde não existirá negros, brancos, amarelos, gays, héteros, transexuais, evangélicos, católicos, ateus, espíritas, países do Norte ou do Sul, do Leste ou do Oeste, mas onde existam SERES HUMANOS, IRMÃOS, no contexto mais sublime da palavra.

O preconceito é uma prova de inferioridade. O combate ao preconceito é obrigação de todos!