| CRISE ENTRE AS DIVAS DA MPB Posted: 07 Apr 2012 09:30 PM PDT Por Tatiana Meira e Vanessa Angeiras Bibi e Ângela parecem se alimentar da energia que vem da plateia, ao contrário de outras artistas - até mesmo mais novas em idade - que anunciaram a aposentadoria recentemente. Uma delas foi Nana Caymmi, 70, que no início do ano completou meio século de carreira. Famosa por não ter papas na língua, a filha de Dorival Caymmi desabafou durante show no Rio de Janeiro no sábado passado. “Já dei o que tinha que dar. Estou me aposentando aos poucos. Tenho 50 anos de disco e ganhei um de ouro. Quero que o mundo se exploda. Estou encerrando essa fase da minha vida. Tenho que ter pazâ€, declarou. Rita Lee, 64, é outro exemplo. Após dedicar mais de 40 à carreira, postou no Twitter que, por causa da fragilidade física, estava aposentada dos shows, mas não da música. O estresse de turnês, as críticas do público, a produção da maquiagem e do figurino fazem parte da rotina e pesam muito. Tudo isso, somado à carga emocional e pessoal que toda mulher suporta, gera desgaste. A cantora Elba Ramalho, 60, conhece os obstáculos da carreira. â€œÉ cansativo? É, sim, e muito. O mercado não é bom, a memória do público é curta, mas nós, cantoras, nascemos para isso. Nascemos para cantar. O Brasil é um país de cantorasâ€, rebate Elba. Nena Queiroga, 44, cantora de família nordestina, mas natural do Rio - e que, no próximo dia 18, recebe o título de cidadã pernambucana - concorda com a colega. “O palco é a parte mais leve, é a parte em que fazemos o que gostamos. O que cansa é figurino, maquiagemâ€, diz. Nena ressalta que “toda mulher tem que ser admirada. São mais fracas fisicamente do que os homens, sofrem com os hormônios, são mães, avós, carregam uma carga emocional pesada da vida. Para as artistas, isso se torna ainda mais pesadoâ€. No caso de Nana, as queixas vão além das limitações físicas e da rotina extenuante. “Vou fazer o mesmo que a Rita (Lee). As pessoas dizem: ‘Mas você tem 70 anos e essa voz toda!’ Ah, vai se ferrar, não tenho mais estrutura para ouvir baboseira de imprensaâ€, desabafou. O público padece impotente diante do destino das divas. Anseia por mais um show na esperança de ampliar o contato com as ídolas. E torce para as vozes imortalizadas pelo tempo ecoarem pelos palcos sem data de despedida. |
| CURIOSIDADES DA MPB Posted: 07 Apr 2012 09:00 PM PDT Um jeito estúpido de te amar é uma canção que literalmente saiu do lixo para entrar na história. Isso porque a compositora Isolda jogou fora a primeira versão da letra e depois ela mesma acabou resgatando do lixo os versos que mais tarde ganhariam as vozes de Roberto Carlos, Maria Bethânia e outros cantores. Tudo começou numa fria noite de junho de 1976. Na época, Isolda morava em Curitiba, estava grávida do segundo filho e seu casamento caminhava irremediavelmente para o fim, antes mesmo de completar quatro anos. Durante mais uma violenta briga com o marido, ela disse-lhe algumas palavras muito duras, difíceis para um homem ouvir de uma mulher. "Depois fiquei superarrependida e fiz uma carta pra ele, na qual me desculpava pela forma estúpida como o tratei", lembra Isolda, que tentou transformar o conteúdo da carta numa letra de música. Mas ela achou o resultado muito ruim e irritada jogou a folha no lixo, até porque o marido não ficou sensibilizado com as palavras da carta nem aceitou o pedido de desculpas. No dia seguinte, seu irmão Milton Carlos foi visitá-la e perguntou se ela tinha alguma ideia nova de canção para mostrar. "Fiz uma letra ontem, mas joguei fora. Era um desabafo porque estava superchateada, mas não tem valor nenhum." O irmão insistiu em ver o texto e ela acabou indo pegar a folha amassada na lata do lixo. "É, realmente não está lá grande coisa, mas de maneira alguma é para se jogar fora. Deixa isso aqui comigo que vou dar uma arrumada nos versos", disse Milton Carlos, que dobrou o papel, colocou-o no bolso e levou para São Paulo. Dias depois, telefonou para Isolda dizendo que tinha concluído uma nova canção, Um jeito estúpido de te amar, e cantou para ela: "Eu sei que eu tenho um jeito/ meio estúpido de ser/ e de dizer coisas que podem magoar e te ofender/ mas cada um tem o seu jeito todo próprio de amar/ e de se defender...". Isolda se surpreendeu com o resultado final e animada ainda sugeriu: "Que tal a gente mandar esta música para Roberto gravar?". |
De: Musicaria Brasil <brunonegromonte@gmail.com>
Assunto: Musicaria Brasil
Para: sociedadevivaclaraclaridade@yahoo.com.br
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Viva Clara Claridade