13 março, 2012

ABC: metade do que poderia ser reciclado vai para o lixo comum

Metade de tudo que é recolhido pelo serviço de coleta seletiva em Santo André acaba não sendo reaproveitado pelas cooperativas de reciclagem e tem de ser descartado no lixo comum.



Apesar de fazer a retirada de porta em porta e oferecer 16 estações de coleta, cinco em cada dez quilos destes materiais acaba indo para aterro sanitário. A quantidade de resíduos secos – como plástico, papel e alumínio, que podem ser reutilizados –, é menor em Santo André na comparação entre 2010 e 2011.



O total coletado caiu de 8.728 toneladas para 6.332 toneladas – redução de 27,4%. O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) não explicou porque 50% dos materiais não podem ser aproveitados nem os motivos que levaram a diminuição da coleta.



Ainda assim, a autarquia justificou que “o índice de participação e de separação dos resíduos teve aumento significativo durante todos os anos.” Coordenadora do curso de gestão ambiental da Universidade Metodista, Waverli Matarazo Neuberger explica que a falta de cuidado na hora da separação pode prejudicar a utilização do recicláveis.



“'É preciso que os materiais estejam limpos e acondicionados corretamente, pois uma única garrafa com líquido dentro pode inviabilizar outros resíduos, como o papel”. Outro fator é de ordem financeira. “O preço do reciclado oscila e, às vezes, o que se paga por ele pode tornar o trabalho economicamente inviável”. As prefeituras de São Bernardo e São Caetano não informaram o índice de perda na reciclagem.



Presidente do Instituto Brasil Ambiente, Sabetai Calderoni aponta outro problema. “Muitos dos que trabalham com lixo, não recebem treinamento e isso compromete o resultado”


Para:
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