Semana tem inflação no Brasil e nos EUA, indústria, serviços e mais; veja os destaques |
| | - Trump pede cessar-fogo entre Israel e Irã; petróleo sobe quase 5%
- IBGE divulga IPCA de maio com expectativa de alta de 0,33%
- CPI de maio nos EUA deve mostrar desaceleração
- Pesquisa Mensal do Comércio de abril tem projeção de queda de 1,40% no varejo
- Dados de abril do setor de serviços saem na sexta
Trump pede cessar-fogo entre Israel e Irã; petróleo sobe quase 5%- Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, publicou hoje na rede Truth Social um apelo para que Israel e Irã interrompam "imediatamente" a troca de disparos. A declaração veio após o premier israelense Benjamin Netanyahu ignorar pedidos anteriores de Washington para que Israel não retaliasse ataques iranianos.
- Os dois países voltaram a trocar ataques militares depois de um cessar-fogo estabelecido em abril, em que a primeira grande violação do acordo elevou o risco de uma nova rodada de guerra aberta. A escalada se soma a meses de deterioração: no início do ano, Trump intensificou ameaças a Teerã vinculando as negociações sobre o programa nuclear iraniano a uma postura mais dura do regime e deslocou navios e bombardeiros para o Golfo. O governo iraniano respondeu condicionando qualquer negociação a uma redução das pressões e sanções impostas por Washington.
- O mercado reagiu principalmente ao risco de interrupção no estreito de Hormuz, por onde passa uma parcela relevante das exportações globais de petróleo. O brent subiu cerca de 4,9% nesta segunda, por volta de 96,6 dólares (Brent) e 94 dólares (WTI).
IBGE divulga IPCA de maio com expectativa de alta de 0,33%- O IBGE divulga na sexta-feira o IPCA de maio. A expectativa do mercado é de alta de 0,33% na comparação mensal, resultado que, se confirmado, representaria desaceleração em relação a abril, quando o índice subiu 0,67%. No acumulado de 12 meses, o IPCA está em 4,39%, próximo ao teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para 2026.
- A prévia do indicador, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de maio, já havia registrado alta de 0,62%, com pressão concentrada em alimentos no domicílio, energia elétrica e saúde. Um resultado do IPCA cheio abaixo dessa marca sugeriria que parte da pressão não se confirmou no mês, enquanto uma surpresa para cima reforçaria o cenário de inflação resistente.
- O dado é acompanhado de perto pelo Banco Central, que usa o IPCA como principal referência para calibrar a taxa Selic. Com a inflação em 12 meses flertando com o teto da meta, uma leitura mais elevada em maio reduziria o espaço para o BC sinalizar cortes de juros à frente e uma leitura mais comportada abriria margem para uma postura menos restritiva.
CPI de maio nos EUA deve mostrar desaceleração- O Departamento do Trabalho dos EUA divulga na quarta o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de maio, com expectativa de alta de 0,30% na comparação mensal, metade dos 0,60% registrados em abril. O indicador é o principal termômetro da inflação americana e, diante da aceleração vista nos últimos meses, tornou-se o dado mais aguardado da semana pelos mercados.
- A inflação nos EUA voltou a ganhar força em 2026: depois de leituras mensais ao redor de 0,20% a 0,30% ao longo de 2025, março e abril trouxeram altas de 0,90% e 0,60%, respectivamente, elevando o índice anual para 3,80% em abril, o maior patamar desde meados de 2023. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia e é acompanhado de perto pelo Fed, avançou 0,40% em abril, acima da projeção de 0,30%, reforçando a percepção de uma inflação resistente à queda.
Pesquisa Mensal do Comércio de abril tem projeção de queda de 1,40% no varejo- O IBGE divulga na quinta a Pesquisa Mensal do Comércio de abril, com projeção de retração de 1,40% na comparação com março. A pesquisa mede mensalmente o volume de vendas do varejo formal no Brasil em diferentes segmentos, como supermercados, combustíveis, móveis e eletrodomésticos, e funciona como termômetro rápido do consumo das famílias.
- Uma queda dessa magnitude sugere perda de tração do consumo, seja por crédito mais caro, endividamento das famílias ou deterioração da confiança. Analistas, porém, costumam olhar o conjunto de dados antes de concluir por uma tendência: média móvel trimestral e acumulado no ano ajudam a distinguir um resultado pontual negativo de um ciclo mais prolongado de fraqueza.
Dados de abril do setor de serviços saem na sexta- O IBGE divulga na sexta-feira a Pesquisa Mensal de Serviços de abril. A expectativa é de alta de 0,40% na comparação com março, o que representaria uma retomada após a queda de 1,2% registrada no mês anterior, o recuo mais expressivo do ano, com baixa em todas as cinco atividades pesquisadas e perda acumulada de 1,7% desde outubro de 2025.
- A série de 2026 até agora combina resultados modestos com uma interrupção relevante: após altas de 0,3% em janeiro e 0,1% em fevereiro, o setor completou cinco meses sem crescimento com o tombo de março, puxado principalmente pelo segmento de transportes. Uma confirmação da alta projetada para abril quebraria essa sequência e sinalizaria que o recuo foi pontual.
- O setor de serviços tem sido um dos pilares da atividade econômica brasileira, compensando em parte a volatilidade da indústria e do agronegócio. Sua resiliência também é acompanhada pelo Banco Central como sinal do grau de aquecimento da economia, um crescimento mais firme dos serviços tende a reforçar a percepção de que o espaço para cortes na Selic segue limitado.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (5): - Dólar: +1,78%, a R$ 5,157
- B3 (Ibovespa): -0,77%, aos 169.019,13 pontos
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