
Se não tivesse nos deixado precocemente – aos 40 anos, em 1977 – vítima de um acidente de carro na Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, Maysa estaria completando 90 anos no dia de hoje.

Guerra dos Sexos foi o grande sucesso do ano de 1983, abocanhando vários prêmios, como os da APCA – Melhor novela, melhor texto, melhor direção (Jorge Fernando e Guel Arraes), melhores atores (Fernanda Montenegro e Paulo Autran). A novela também foi premiada pelo Troféu Imprensa – Melhor ator e atriz , novamente Fernanda Montenegro e Paulo Autran.
Além de Fernanda Montenegro e Paulo Autran, outros atores fizeram de Guerra dos Sexos um palco para seus personagens que brilharam em cena de forma espetacular. O caso de Tarcísio Meira e Glória Menezes (Felipe e Roberta), contracenando como inimigos, e não como casal romântico, como estávamos acostumados. Tarcísio Meira , inclusive, vivia o tipo bobalhão e infantil, marcando o primeiro personagem cômico vivido pelo saudoso ator.
A Saudosa Yara Amaral fez da Nieta um marco para sua carreira. Novelista de plantão, fazia várias referências a outras tramas globais, levando o público ao delírio. A personagem sempre que encontrava Felipe, o personagem do Tarcísio, comentava que achava ele muito parecido com aquele galã de novelas . . . o Tarcísio Meira.
Outros nomes de destaque no grandioso e espetacular elenco: Maria Zilda (Vânia), Lucélia Santos (Carolina), Cristina Pereira (Frô), Marilu Bueno (Olívia), Mário Gomes (Nando), Maitê Proença (Juliana) entre outros.
Jorge Fernando e Guel Arraes dividiram a direção. E ainda participaram da trama, nomes como: José Mayer, Herson Capri, Ada Chaseliov, Hélio Souto, Ary Fontoura, Sonia Clara, Edson Celulari, Helena Ramos, Diogo Vilela, Angela Figueiredo, Terezinha Sodré, Leina Krespi, Paulo César Grande, entre outros.
No dia 6 de junho de 1977, a TV Tupi estreava a sua segunda versão da novela "Éramos Seis", baseada no romance homônimo de Maria José Dupré, adaptada por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, dirigida por Atílio Riccó e Plínio Paulo Fernandes.
A história de Dona Lola, com seu marido e seus quatro filhos, que tem início no ano de 1921 e que tem temas simples, onde ela narra o dia a dia, como a luta para pagar as prestações da casa e os conflitos familiares.
Uma história simples, um tema comum, mas com um tema comum, mas com uma sensibilidade incrível, que conquistou o país. Prova disso, são tantas adaptações feitas para essa trama.
A primeira versão foi levada ao ar pela TV Record, em 1958, naquela época, eram levados dois capítulos por semana e com gravações ao vivo. A segunda versão, foi em 1967, já com exibições diárias, pela TV Tupi, que dez anos depois, apostou mais uma vez na história, sendo um grande marco para emissora, coisa que novamente aconteceu em sua quarta versão, essa, já no SBT, no ano de 1994. Em 2019, a TV Globo, apostando novamente nessa história, fez sua versão para o canal.
Em 1977, a TV Tupi trouxe um elenco de peso para a construção da história e Dona Lola, foi brilhantemente interpretada por Nicette Bruno, levando o prêmio APCA de melhor atriz e seu Júlio, com uma bela composição de Gianfrancesco Guarnieri. Os quatro filhos do casal na fase criança foram interpretados por Paulo César de Martino, Douglas Mazzola, Ivana Bonifácio e Marcelo Pinsdorf. Na fase adulta, os atores Carlos Augusto Strazzer, Carlos Alberto Riccelli, Maria Isabel de Lizandra e Ewerton de Castro, fizeram um belíssimo trabalho.
Ainda compunham o elenco nomes como: Geórgia Gomide, Edgar Franco, Paulo Figueiredo, Carmen Monegal, Adriano Reys, Nydia Lícia, Flávio Galvão, Beth Goulart, Maria Célia Camargo, João José Pompeo, Leonor Lambertini, Geny Prado, Gésio Amadeu, Rogério Márcico, Maria Luíza Castelli, entre muitos outros.
Jussara Freire, nessa versão, interpretou a irmã mais nova de Lola e voltou na versão do SBT, como a irmã mais velha e sofrida da personagem. Chica Lopes tanto na versão de 1977, quanto na versão de 1994, foi a Durvalina, empregada fiel da casa de Lola.
Wanda Stefânia estava escalada para viver a personagem Carmensita, tanto que seu nome aparecia com destaque nos créditos da novela, porém, a atriz engravidou e precisou se afastar da novela, sendo substituída por Reny de Oliveira.



| CULT MOVIES 2.0 |
Filmes: A Profecia (1976) completa 50 anos
O cultuado clássico de terror A Profecia (The Omen, 1976), dirigido por Richard Donner, está completando 50 anos no dia de hoje. Lançado em 6 de junho de 1976 no Reino Unido e em 25 de junho nos Estados Unidos, A Profecia se tornou um marco do terror moderno. Com uma trama perturbadora, mortes pra lá de macabras e clima claustrofóbico, pontuado por uma trilha sonora de arrepiar de Jerry Goldsmith, o diretor Richard Donner ergueu um dos pilares do moderno cinema de terror ao lado de O Bebê de Rosemary (1968) e O Exorcista (1973). Gregory Peck, que assumiu o papel depois que William Holden e Charlton Heston recusaram, em uma atuação memorável, vive o embaixador americano na Itália Robert Thorn, que descobre que seu filho adotivo Damien é o anticristo. Lee Remick como sua esposa Katherine Thorn, Harvey Spencer Stephens como Damien Thorn, David Warner como o fotógrafo Keith Jennings, Billie Whitelaw como a governanta Sra. Baylock, e Patrick Troughton como o padre Brennan completam o elenco.
A Profecia é um filme de terror perfeito, e não é só porque eu era um garotinho descobrindo filmes de terror na TV nas madrugadas no final dos anos 70 e início dos anos 80 que ele me impressionou, mas pela forma como sua história é contada, como um quebra-cabeças em que as peças vão se encaixando até o final tenso e angustiante enquanto corpos vão se acumulando diante de nossos olhos. Até hoje, do nada, muitas de suas cenas perturbadoras voltam à minha mente, especialmente as cenas da morte do padre e do fotógrafo, que fazem as da série Premonição parecerem brincadeira de criança. O filme surgiu por conta da renovação do interesse dos grandes estúdios por filmes de terror com temas satânicos após o sucesso de O Bebê de Rosemary (1968) e principalmente de O Exorcista (1973). A Profecia foi produzido pela 20th Century Fox ao custo de 2,8 milhões de dólares. Apesar de seu clima pesado e sufocante, do grafismo exagerado das mortes – sobretudo a cena de decapitação – e seu final pessimista (que sugeria uma continuação), o filme foi um enorme sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 60 milhões, e provando que o público norte-americano já estava amadurecido o suficiente para espetáculos sangrentos que vinham se tornando cada vez mais frequentes nas telas. A Profecia é um dos maiores filmes de terror já feitos, e o sucesso comercial do filme provou aquilo que O Exorcista já havia anunciado três anos antes, que grandes estúdios poderiam lucrar muito com um gênero que até pouco tempo atrás era visto como reduto para cineastas independentes e estúdios pequenos com produções baratas e de qualidade inferior, e muito se deve às atuações convincentes dos atores, à direção séria de Richard Donner (que dois anos mais tarde faria Superman, o Filme), à fotografia opressiva de Gilbert Taylor e à música tensa de Jerry Goldsmith, incluindo o macabro tema "Ave Satani", que possibilitou ao prolífico compositor o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, o único de sua longa carreira. IMDb: https://www.imdb.com/title/tt0075005/.
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