Rafael de Queiroz - (...) A bell hooks me mostrou que eu queria ser um intelectual negro, sabe? Eu tinha até um problema com essa palavra: para que intelectualidade? Isso é coisa de burguês, de branco, eu não gostaria de me associar a isso, de ser um intelectual. Mas ela me fez olhar contra outros olhos, junto com o Frantz Fanon. Foram os dois autores que me influenciaram a ser mais crítico, a escrever em primeira pessoa, a colocar a experiência da negritude como um dado acadêmico, uma questão de pesquisa. Então essa subjetividade negra vai dar potência, vai transformar, pode transformar o conhecimento, a forma de ensinar. A gente sempre foi alijado desse processo, enquanto objetos de pesquisa. E passamos a ser autores a partir de como a vida é olhada, sentida e vivida. Por pessoas negras. |
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