Um importante banqueiro brasileiro, afeito à ostentação de bens milionários, é preso sob suspeita de cometer crimes contra o sistema financeiro e, de quebra, ocultar patrimônio obtido ilegalmente. Em 2006, esse foi o roteiro de Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos. Em 2025, de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Entre um caso e outro, a forma de ocultar patrimônio no Brasil mudou: antes, no exterior, depois, dentro do próprio país. Edemar tinha uma rede de offshores —empresas abertas nos chamados paraísos fiscais, que mantinham o nome dos donos dos negócios sob sigilo. Já Vorcaro é suspeito de ocultar patrimônio por meio de uma emaranhada teia financeira no Brasil, que envolve sociedades anônimas (S.A.s) fechadas e um tipo de fundo de investimento que não é acessível ao investidor comum. Fundos também foram usados para lavar dinheiro do setor de combustíveis, com suspeita de ligação com o PCC, segundo a Operação Carbono Oculto. O estopim da mudança na forma de ocultar patrimônio foi um cerco internacional contra o sigilo das offshores, iniciado há dez anos. Ter offshore não é ilegal, mas o sigilo permitia que fossem usadas para não pagar impostos no país de origem e também para lavar dinheiro. Com ajuda de especialistas no mercado e com base em documentos oficiais, o UOL identificou brechas e falhas na fiscalização que permitiram que o dono do dinheiro ficasse oculto dentro do próprio Brasil. O problema central é que a Receita Federal deveria saber quem estava por trás de todos os fundos de investimento e sociedades anônimas fechadas. Mas não sabia. Isso começou a ser corrigido entre agosto e novembro do ano passado, após a Carbono Oculto.
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