Após muitas especulações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), será novamente seu companheiro na chapa em que tentarão a reeleição. O anúncio foi feito num dia que teve também mudanças dos titulares em 18 ministérios do petista, com vistas à campanha eleitoral que se aproxima. Para o colunista Josias de Souza, o anúncio de Lula tira Alckmin "da frigideira" em que ele estava enquanto o petista ainda sondava um vice do MDB ou do PSD. Com esse lance, diz o articulista, Lula valoriza o conservadorismo de Alckmin, restaura o fator democrático que garantiu sua vitória em 2022 e esboça um discurso adequado à polarização: quer mostrar que o país está "infinitamente melhor" do que o que recebeu de Jair Bolsonaro. Caiado promete anistia a Jair BolsonaroO anúncio de Alckmin ocorre um dia após o PSD ter definido Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, como pré-candidato à Presidência pelo partido, na tentativa de ocupar o espaço da terceira via numa eleição até agora polarizada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, ex-presidente preso por tentativa frustrada de golpe de Estado. Mas foi justamente quando Caiado prometeu que, como primeiro ato de uma eventual sua Presidência, iria anistiar Jair Bolsonaro, que ele "matou a terceira via no berço", segundo o colunista Leonardo Sakamoto. Para Josias, Caiado se apresenta na eleição como um Frankenstein ideológico, que inventou uma "despolarização criativa", em que bate mais num polo (Lula) e menos no outro (Flávio Bolsonaro). E Amanda Klein arremata: para ela, Caiado é de direita e não existe centro nesta polarizada eleição. E, para Lula, a briga, além de ganhar dos adversários todos de direita, é evitar que uma onda conservadora tome o Congresso. Leonardo Sakamoto: Ao prometer anistia a Bolsonaro como 1º ato, Caiado mata 3ª via no berço Leonardo Sakamoto: Caiado precisa torcer para Lula atacar Flávio Bolsonaro Josias de Souza: Caiado se apresenta ao eleitor como Frankenstein ideológico Amanda Klein: Caiado é direita; não há centro nesta eleição Marco Antonio Sabino: O que fez realmente o PSD escolher Caiado, e não Leite Carlos Madeiro: Caiado é ignorado por maioria do PSD no Nordeste, que dará palanque a Lula Daniela Lima: Caiado é direita com mão social, e seu adversário é o tempo, diz publicitário Leonardo Sakamoto: Candidatos torturam democracia para celebrar os 62 anos do golpe de 1964 |