( ...tão triste quanto a perda, é a falta de "peças" de reposição... quem teve a Honra de ver, Parabéns... muitas gerações não verão...se é que alguma venha ver....)
Gigante, Mão Santa é a essência do melhor basquete
O basquete brasileiro viveu momentos gloriosos com a primeira geração de ouro, que tinha Vlamir Marques, Edson Bispo, Algodão e Amaury. Esse time conquistou o bicampeonato mundial, em 1959 e 1963. Parecia um feito inatingível para as gerações seguintes.
Veio a geração de Oscar e o Brasil voltou a ser protagonista. A grande façanha em quadra foi a épica vitória sobre os Estados Unidos no Pan-Americano de 1987.
Naquele dia, Mão Santa acertou sete bolas de três contra os reis do basquete. O jogo ficou conhecido como o marco zero da “revolução dos 3”, abrindo caminho para um estilo que valoriza arremessos de longa distância, que se tornou tendência consagrada na NBA.
Ficaria horas escrevendo aqui sobre Oscar Schmidt, maior arremessador da modalidade e glorificado no seleto Hall of Fame do Basquete, mas não seria possível descrever em palavras o tanto que ele realizou em quadra.
Fã assumido de grandes ídolos do basquete, como Drazen Petrovic e Michael Jordan, Oscar se tornou tão grande quanto eles. Kobe Bryant, um dos últimos craques americanos, tinha Mão Santa como ídolo e inspirador. Isso dá uma ideia do gigantismo de Oscar.
Que o seu inestimável legado estimule o surgimento de novos craques e ajude a reerguer o basquete brasileiro.
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 18/19)
Brasileiro fez 49.973 pontos ao longo da celebrada carreira no esporte – e recusou carreira na NBA para continuar atuando na Seleção Brasileira
Um dos ícones do basquete mundial, Oscar Schmidt, atleta conhecido Mão Santa e que recusou carreira na NBA para continuar atuando na Seleção Brasileira, morreu aos 68 anos nesta sexta, 17, após receber atendimento médico em decorrência de um mal-estar, segundo informações do Lance!. Foi eleito no draft da NBA, disputou 5 Olimpíadas e fez história no Pan de 1987.
Ele havia sido levado ao Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo.
A lenda do basquete, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. O Mão Santa, como era conhecido, teve mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo, mas faleceu nesta tarde. O ex-jogador lutava contra um câncer no cérebro desde 2011. Oscar Schmidt é o recordista brasileiro em participações olímpicas, com cinco edições seguidas, e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt começou a sua trajetória profissional em 1974, pelo Palmeiras. Em quase 30 anos de carreira, encerrada em 26 de maio de 2003 no Flamengo, o ala de 2,05 m de altura deteve o recorde mundial de cestas, com 49.737 pontos conquistados em equipes que incluem Sírio, Mackenzie, além de Juvecaserta e Pavia, na Itália, e Forum Valladolid, da Espanha. Em 2024, o ex-atleta foi superado por LeBron James, que alcançou 49.760 pontos em jogos oficiais.
MORRE OSCAR SCHMIDT, O MÃO SANTA, LENDA DO BASQUETE BRASILEIRO
De acordo com o site da CNN, o ex-jogador Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morreu em 17.04.2026 aos 68 anos:
Conhecido como "Mão Santa", ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira.
A informação foi confirmada pela assessoria de Oscar.
Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar, mas não resistiu.
(...) Oscar lutou durante 15 anos contra um tumor cerebral.
A assessoria informou que o velório será fechado para a família.
(...) Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como Mão Santa, foi um dos maiores nomes da história do basquete.
Recordista brasileiro em participações olímpicas, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.
Ao longo da carreira, brilhou também no exterior, com destaque para mais de uma década pelo basquete italiano, onde se consolidou como um dos principais cestinhas da Europa. De volta ao Brasil nos anos 1990, vestiu camisas como a do Corinthians e do Flamengo, clube pelo qual atingiu uma de suas marcas mais emblemáticas: tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos.
Pela seleção brasileira, disputou cinco Olimpíadas e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Ele já enfrentou até a Seleção dos EUA na época do Dream Team - com Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird - em 1992, marcando 24 pontos, um recorde naquele jogo.
Antes, tinha feito história para o Brasil, ao liderar a vitória da Seleção contra os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-americanos de Indianápolis, em 1987. O Brasil venceu por 120 x 115, na primeira vez que os americanos perderam em casa, quando sofreram mais de cem pontos diante de sua torcida após 34 jogos de invencibilidade - algo impensável até então, e uma medalha de ouro inesquecível para o Brasil.